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Insidious: A Última Chave

de Adam Robitel

mau

Já no número quatro, na fase em que se começam as sequelas das prequelas, Insidious – A Última Chave é um teste à paciência de quem já conhece estas histórias de olhos fechados.

 

A pergunta “De quantas sequelas/prequelas/spin-offs precisa um filme de terror nos nossos dias?” parece ter resposta unicamente no factor financeiro e publicitário, enquanto der dinheiro faz-se, já que – dada a enorme produção de filmes quase sempre iguais, dentro do género –, é sempre mais cómodo promover um nome conhecido, que estar a convencer as pessoas a ir ver algo que não sabem o que é.

E vale a pena começar por aí. É Insidious: A Última Chave (Insidious: The Last Key, 2018), um filme igual a tantos outros? Vejamos! Temos uma história de uma casa assombrada. A assombração vem de crimes que nela ocorreram no passado e nunca foram resolvidos. Temos como protagonista uma médium que traz como ajudantes uma espécie de caça-fantasmas anedóticos, cheios de tecnologia (que falha sempre que é necessária), e que são responsáveis pela componente cómica. Temos um mistério que resulta num envolvimento familiar entre protagonistas e casa. Temos um elenco que apela a um público mais jovem. E um terror que se baseia principalmente nos habituais jump scares a metro (os tais saltos que nos querem obrigar a dar na cadeira no momento em que a banda sonora dá um estrondo quando o monstro da ordem faz “buuu!”).

Sim, temos um filme de terror que segue o padrão norte-americano sem tirar sem pôr. Não que o padrão não tenha o seu mérito, e não traga uma ou outra ideia interessante de tempos a tempos, mas quando se chega ao número quatro, com repescagem de personagens, e colagens da história – que um dia foi original – a uma amálgama de referências conhecidas, pouco mais há para dizer. Na sua segunda longa-metragem, depois do também olvidável A Possessão (The Taking, 2014), Adam Robitel mostra-se um tarefeiro com a lição bem estudada, mas sem nada a acrescentar de verdadeiramente seu.

Para comer umas pipocas enquanto se ri da previsibilidade do susto seguinte com o companheiro do lado, o filme entretém. Mas quem quer mais que isso vai preferir ir comer pipocas noutro lado.

Review overview

Summary

Sequela da prequela da série Insidious (ou será prequela da série e sequela do spin-of da mesma?), Insidious: A Última Chave é um exemplo perfeito do “baralhar e tornar a dar” em que caiu o cinema de terror feito a metro nos Estados Unidos, sem imaginação nem originalidade.

Ratings in depth

  • Argumento
  • Interpretação
  • Produção
  • Realização
1.5 10 mau

Comentários