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[Kino 2017] O Lado Obscuro da Lua

de Stephan Rick

muito bom

Terceira longa-metragem para cinema do realizador de televisão Stephan Rick, O Lado Obscuro da Lua/ Die dunkle Seite des Mondes (2015) perde-se na imensidão das suas ideias, entre thriller convencional, alegoria política e conto de fadas subversivo.

 

Tomando como mote o título do célebre álbum dos Pink Floyd, de 1973, Dark Side of the Moon, o realizador alemão Stephan Rick construiu, a partir de um livro de Martin Suter, um thriller ambicioso, que se perde na quantidade de argumentos que tenta cobrir.

No centro temos uma alegoria de modernidade, uma espécie de conto de fadas, uma metáfora sobre nosso lado obscuro com alusões a lados lunares e facetas lupinas, e ainda um thriller criminal. Vejamos como.

Urs Blank (Moritz Bleibtreu) é um bem-sucedido advogado, especialista em negociar fusões de empresas e take overs agressivos. Mas nesses bastiões do capitalismo moderno, a sua consciência sai afectada quando um negócio resulta no suicídio de uma das suas «vítimas». Nem a propósito, Urs refugia-se entre novos conhecidos, hippies modernos, onde pontifica a sua nova amante Lucille (Nora von Waldstätten). Uma coisa leva a outra, e Urs, em negação do seu mundo, dá por si numa viagem de cogumelos alucinogénios, que segundo o próprio, lhe vão alterar a personalidade. Com visões de lobos, corridas para a floresta, e a tal presença lunar, Urs vai ver o seu lado obscuro dominar, tornando-se descontroladamente agressivo, a ponto de incorrer em vários crimes e colocar todos em perigo, incluindo a esposa Evelyn (Doris Schretzmayer).

Tudo estaria bem nestes desvios de personalidade, alegorias lunares e lupinas, e críticas mais ou menos claras à sociedade económica moderna, mas Stephan Rick sentiu que as voltas estéreis do seu protagonista à procura de um cogumelo elusivo que pudesse ser panaceia para todos seus os males, tornarem-se um beco sem saída. Resolveu então que, afinal, o patrão de Urs (o conhecido Jürgen Prochnow), não satisfeito com a queda do seu protegido, decidiu que queria matá-lo a tiro. De repente temos muito mais que aquilo que faz uma história concisa, dando ideia de que Stephan Rick se perdeu na sua própria teia de ideias.

Resta-nos a bonita fotografia, e a presença sempre bela da floresta, e um personagem que com a loucura cantada por Roger Waters, parece despedir-se de nós dizendo «I’ll see you on the other side of the moon.

Resumo da crítica

Summary

Com demasiadas ideias díspares num só filme, Stephan Rick filma contrastes entre cidade e floresta para nos dar, nem sempre coerentemente, lados obscuros de personalidade, entre lobos e cogumelos mágicos, numa trama que toca a alegoria política e o thriller criminal.

Classificação

  • Argumento
  • Interpretação
  • Produção
  • Realização
3.5 10 muito bom

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