Depois de ver Star Trek V: A Última Fronteira a boa notícia é que será difícil a série piorar daqui para a frente. Este capítulo em que William Shatner interpreta, participa na criação da história e realiza, tem momentos de comédia involuntária mas, fora estes, não oferece muito no sentido do entretenimento. O irónico é que a abertura do filme impressiona pela qualidade da composição e do sentido estético e promete um vilão memorável e misterioso. Além disso Jerry Goldsmith volta a compor a banda sonora, o que eleva automaticamente qualquer filme.
Mas a promessa de uma boa aventura espacial desvanece rapidamente perante uma fraca direcção de actores, cenários de escala e qualidade televisiva, efeitos especiais datados à data de estreia e uma narrativa desinteressante, desconchavada e sem grande conflito ou obstáculos ao percurso da tripulação da Enterprise. Além disso a caracterização de Kirk denota uma importância e vaidade maior que o habitual, oportunidade claramente aproveitada por Shatner ao leme (literalmente) deste empreendimento.
