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Uma breve história de Halloween

por J.B. Martins

Na semana em que chega aos cinemas nacionais a nova entrega do franchise Halloween (que se assume como uma sequela direta do original de John Carpenter), fomos mergulhar de cabeça na saga de Michael Myers para vermos como evoluiu um dos assassinos mascarados mais famosos da sétima arte.

 

 

Halloween (1978)

Halloween 1978

Não há muito que se possa dizer sobre Halloween que não tenha sido já dito. Para além de ter lançado quase todas as convenções que hoje em dia se atribuem aos slashers, tem uma das bandas sonoras eletrónicas mais orelhudas de sempre (também ela cortesia de John Carpenter). Mentiríamos se disséssemos que não tem os seus problemas (a fuga atabalhoada de Michael Myers no início do filme dificilmente convence um espetador de 2018) mas o seu lugar na história do cinema já ninguém lho tira.

(5/5)

Halloween II (1981)

Halloween 1981

A única sequela que poderia fazer sentido (afinal de contas o primeiro filme acaba em aberto). Infelizmente é também aquela que declara a Laurie como a irmã e principal alvo do Michael, dando início à maldição genética dos Myers.
Não é terrível, mas na tentativa de dar algo diferente do primeiro filme, acaba por se complicar desnecessariamente.

(3/5)

Halloween III: Season of the Witch (1986)

Halloween 1986

Em 1986 os produtores tentaram transformar o franchise numa antologia sem o Michael Myers mas o público não foi na conversa. Foi pena.
Halloween III é um filme de terror bastante interessante que fez coisas que não eram muito habituais no cinema de terror da época. Infelizmente ficará para sempre recordado como o Halloween sem Michael Myers.

(4/5)

Halloween 4 – The Return of Michael Myers (1988)

Halloween 1988

A pedido dos fãs, Michael Myers está de volta. Jamie Lee Curtis não quis voltar mas o seu nome continua no franchise, que apresenta pela primeira vez a Jamie, a filha de Laurie Strodes. Na ausência de Laurie cabe ao Dr. Loomis (o sempre sólido Donald Pleasence) assumir a rédeas do franchise. Não há aqui nada de espetacular. As rotinas são as mesmas de sempre mas pelo menos o final funciona.

(3/5)

Halloween 5: The Revenge of Michael Myers (1989)

Halloween 1989

Aqui é que as coisas começaram a azedar. O final potencialmente interessante do filme anterior foi deitado ao lixo nos primeiros minutos do filme e Michael Myers volta mais uma vez dos mortos, agora com uma marca no pulso que até agora tinha passado despercebida (e que pelos vistos vai ser muito importante no futuro). Neste filme o franchise aproxima-se perigosamente do Friday the 13th, com personagem desinteressantes que pouco ou nada acrescentam, para além de serem carne para canhão.

(2/5)

Halloween: The Curse of Michael Myers (1995)

Halloween 1995

Este filme foi uma trapalhada tal que precisou de ser reeditado a poucos meses da estreia para que os fãs não se sentissem demasiado frustrados. A versão do produtor foi lançada um anos depois para consumo doméstico e dependendo da versão que escolherem poderão ver dois filmes totalmente diferentes. Infelizmente nenhum deles faz grande sentido.
A história levou Michael Myers para um caminho do qual nunca mais conseguiria sair. Estava na hora do primeiro reset.

(1/5)

Halloween H20: 20 years later (1998)

Halloween 1998

E o reset chegou 3 anos depois. Para tentar salvar o franchise, tudo o que aconteceu depois do segundo filme foi apagado. Laurie continua viva e de boa saúde e em vez de uma filha teve um filho. Obviamente que o Michael Myers continua a ser um problema mas desta vez ela tem armas mais do que suficientes para o enfrentar. É um filme que serviu sobretudo como homenagem ao original (um pouco à imagem do filme que chega às salas esta semana) e não tem nada que possa ser considerado memorável. Cumpre a função de voltar a trazer o franchise para a relevância e isso já é bom.

(3/5)

Halloween: Resurrection (2002)

Halloween 2002

Mas não demorou muito tempo para que tudo voltasse a descambar. Em 2002, nos primeiros anos da televisão realidade, alguém achou que seria boa ideia usar este franchise para satirizar essa cultura. Não resultou. O filme é uma paródia não intencional que destrói tudo o que H20 tentou reconstruir. Mais uma vez estava na altura de soltar a borracha sobre o franchise.

(1/5)

 

Houve ainda tempo para mais dos filmes, que não estão relacionados diretamente com o original de Carpenter.
Em 2007 Rob Zombie resolveu refazer o filme de 1978. Se o primeiro filme até pode ser considerado interessante, o segundo, de 2009, foi arrasado pela crítica e o realizador deixou o franchise de vez.

Em 2018, Michael Myers está de regresso ao ecrã, provando mais uma vez que é impossível de matar. Desta vez todas as sequelas foram esquecidas e é uma oportunidade de ouro para dar ao original de Carpenter a continuação que ele merece.

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