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Salvé, César!

de Joel e Ethan Coen

muito bom

Os Coen Brothers têm novo filme! Salvé, César! é o 17º filme dos realizadores e argumentistas Joel e Ethan Coen, e bem mais leve e gracioso que o seu último Inside Llewyn Davis, tendo tanto de sátira, como de homenagem à Hollywood dos anos 50, onde o enredo é bem mais simples e as coisas funcionam de forma bem mais concisa, sem grandes mistérios ou inúmeras alegorias características da sua escrita.

Em 1951, Eddie Mannix (Josh Brolin) é o responsável por manter os actores longe dos holofotes da imprensa, na produtora de cinema “Capitol Pictures”. Ao mesmo tempo que tem de lidar com os escândalos das estrelas dos estúdios, e com aspectos de produção dos vários filmes, Mannix está a ser pressionado para aceitar um trabalho numa empresa aeroespacial. Quando Baird Whitlock (George Clooney), o actor principal da maior produção do estúdio, “Hail, Caesar!”, desaparece misteriosamente durante um dia de gravações, as gémeas cronistas sociais Thora e Thessaly Thacker (Tilda Swinton) começam a intimidar Mannix, que rápido descobre, que Whitlock foi afinal raptado por uma célula comunista intitulada de The Future, formada na sua maioria por argumentistas de cinema, tentando fazer com que Whitlock concorde com as suas ideologias políticas.

Com vários sub-plots dentro do enredo principal, personagens caricatos vão dando o ar da sua graça, com elementos que nos remetem para a era dourada do cinema, e para a forma como se fazia cinema (desde Scarlett Johansson dentro de um tanque de água a fazer de sereia, a Alden Ehrenreich como estrela western sem grandes capacidades de representação, passado por Channing Tatum num pomposo e divertido número de dança). A habitual escrita espirituosa dos Coen está bem presente, e a forma como cada personagem interage na história tem a sua importância, e o melhor de tudo, é que conseguimos imaginar como seria a vida de cada um pelos estúdios. É engraçado como acaba por ter algum tipo de conexão com o recente Trumbo, abordando num tom diferente, mais leve e charmoso, a época crítica da black list de Hollywood nos anos 50.

Recheado de deliciosas referências a Hollywood dos anos 50, não é certamente mais uma das obras primas dos irmãos Coen, mas funciona perfeitamente como uma divertida sátira, abrilhantada por um elenco de luxo.

Review overview

Summary

Recheado de deliciosas referências a Hollywood dos anos 50, não é certamente mais uma das obras primas dos irmãos Coen, mas funciona perfeitamente como uma divertida sátira, abrilhantada por um elenco de luxo.

Ratings in depth

  • Argumento
  • Interpretação
  • Produção
  • Realização
4 10 muito bom

Comentários

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One Comment

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  1. Salve, César! é um puzzle que à primeira vista pode parecer pouco focado e episódico. Mas o cinema dos Coen é como uma cebola e revela camada após camada de significado e simbolismo. Aqui revelam-se, tal como em Um Homem Sério, menos interessados em trama e mais focados nos temas. Esta é uma sátira à velha Hollywood, ao mesmo tempo que é uma carta de amor aos filmes por ela produzidos, com sequências inteiras típicas da altura a serem reproduzidas, revelando ao mesmo tempo o processo fílmico. É neste contexto que os Coen constroem o seu pot-pourri temático que incluí discussões teológicas, crises de fé, o confronto das ideologias comunistas vs. capitalistas, do cinema como artifício e do seu suposto valor. Puro Coen, tolo na superfície mas refinado e subtil.

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