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[MOTEL/X 2018] Satan’s Slaves

de Joko Anwar

mediano

Satan’s Slaves (Pengabdi Setan, 2017) chega-nos da Indonésia, pelas mãos de Joko Anwar, um realizador já com vários filmes no seu curriculum, e uma anterior passagem pelo MOTELx, com The Forbidden Door (Pintu Terlarang, 2009).

 

Com o epíteto de filme mais rentável na Indonésia de 2017, Satan’s Slaves (remake de um filme de 1980 com o mesmo nome) conta-nos uma história de assombrações e satanismo, numa família pobre da Indonésia, cuja mãe de quatro filhos, e antiga cantora de renome, está às portas da morte, ou… às portas de algo pior.

Cedo as manifestações sobrenaturais começam a assustar os quatro irmãos, pai destes e avó, levando a uma série de tragédias e uma ainda maior série de sustos. Numa narrativa circular, que parece nunca avançar, Joko Anwar bebe algo do terror ocidental, com jump scares anunciados pela banda sonora e aparições sempre nos momentos previstos. Diverge, no entanto, no ritmo e cenografia, filmando uma casa de divisões enclausurantes, quase como se de uma casa de bonecas se tratasse, guiando-nos labirinticamente por espaços fechados, de um modo, que pode parecer tecnicamente tosco, mas talvez o realizador tenha querido assim mesmo, para acentuar o carácter precário da situação familiar.

Anwar estabelece uma linguagem própria, onde os silêncios e as hesitações contam tanto quanto os sustos, onde os monstros (fantasmas, zombies, humanos de intuitos satânicos) chegam a parecer demasiado folclóricos. Fica a particularidade de vermos o satanismo (ou seu equivalente) pela perspectiva muçulmana, onde não falta o moralismo habitual neste tipo de histórias, em que a desgraça sucede numa família que há muito abandonou os caminhos da fé, mas triunfa devido à lealdade familiar.

Consta que Satan’s Slaves é o primeiro filme de uma trilogia satânica planeada por Joko Anwar.

Review overview

Summary

Com a curiosidade de vermos o satanismo pelo lado muçulmano, Satan's Slaves mistura-o com assombrações e zombies, num resultado algo tosco, mas numa linguagem própria, às vezes algo folclórica, outras sob influência dos jump scares ocidentais.

Ratings in depth

  • Argumento
  • Interpretação
  • Produção
  • Realização
2.5 10 mediano

Comentários

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