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Logan

de James Mangold

excelente

Praticamente desde o inicio da sua carreira cinematográfica que Hugh Jackman é Wolverine. Vê-lo abandonar esse percurso é extremamente doloroso, sendo esta infelizmente última experiência de Jackman no papel, um dos mais interessantes e complexos personagens de BD de sempre. James Mangold realiza e co-escreve esta viagem com uma grandiosidade emocional quase nunca vista antes num filme do género.

 

Em 2029, o futuro não é assim tão diferente quanto imaginamos. O mundo continua tal e qual como o conhecemos, à excepção do número de mutantes existentes. Logan aka Wolverine (Hugh Jackman) ganha a vida como motorista no Texas, é agora uma figura muito mais amargurada do que aquela que nos acostumamos e aguenta o dia-a-dia a beber para atenuar a dor dos tormentos do passado. Apesar de viver uma vida bastante discreta, ao lado do seu velho amigo de longa data Charles Xavier (Patrick Stewart), Logan é descoberto por Donald Pierce (Boyd Holbrook) um mercenário caçador de mutantes que procura Laura (Dafne Keen), uma jovem rapariga que partilha de habilidades semelhantes às de Logan, mesmo quando se acreditava que nenhum mutante havia nascido nos últimos vinte e cinco anos.

 

Um dos aspectos mais interessantes deste filme, é a forma como as referencias cinematográficas se destacam e encaixam na perfeição transformando a usual trama de filmes do género em algo mais substancial e com profundidade. Logan é duro, sombrio e brutal, capaz de chocar com alguns momentos de enorme crueldade e coreografias de luta absolutamente incríveis. A química entre actores é notória e as relações entre todos eles sabe a sinceridade, assim como os vilões da história têm o carisma necessário para ser bem sucedidos. E damos por nós a percorrer todos os momentos da vida de Logan, ao mesmo tempo que ele, de ar desgastado e moribundo, se vai afundando em angustia carregando no corpo as cicatrizes (literalmente) gravadas pelo passado. É difícil imaginar Hugh Jackman sem Logan, e Logan sem Hugh Jackman, num papel que marcará para sempre a carreira do actor e cujo o peso da despedida está também emocionalmente marcada por parte da interpretação sentida do actor. Esquecemo-nos que estamos a ver um filme sobre super-heróis mutantes e estamos apenas a ver um filme sobre um homem triste e cansado de uma vida difícil, que carrega um fardo demasiado grande, há demasiado tempo.

 

Espero que Logan venha a revolucionar o género dos filmes de super-heróis, que sirva de exemplo de que o entretenimento e a substância podem encontrar harmonia entre si. Sem dúvida um dos melhores filmes – se não mesmo o melhor – de super-heróis já alguma vez feito. O final memorável de um ciclo.

Resumo da crítica

Summary

Este é o perfeito exemplo que como um filme de super-heróis pode ser cuidado, interessante e bem executado. Obrigada Hugh Jackman, por estes dezassete anos de Wolverine.

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