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LEGO Batman: O Filme | Batman . Entrevista a Pedro Bargado

LEGO Batman: O Filme

Na semana em que estreia Lego Batman: O Filme a Take falou em exclusivo com alguns dos atores portugueses que emprestam as vozes aos heróis e vilões de mais um capítulo do promissor franchise da famosa marca de blocos de construção.
Pedro Bargado é a voz de Batman / Bruce Wayne.

 

Já era fã de Lego antes de participar nas dobragens de Lego Batman: O Filme?

Já, já era. Quer dizer, quando era miúdo os meus pais ofereceram-me umas caixinhas de Lego que, entretanto, passaram para a minha irmã, anos mais tarde. Depois também compraram para a minha irmã, mas eram uns Legos… os meus eram destes assim pequenininhos – não sei explicar melhor. Os da minha irmã eram uns grandes, que acho que devem ter nomes diferentes. Mas sim, gostava de brincar.

 

Era um construtor, dando largas à imaginação ou gostava de seguir as instruções à letra?

Sim, acho que quando brincas com Lego és sempre um construtor, mesmo que venham na caixa instruções a dizer “olha, monta assim” e “faz assim”, todos nós gostamos às vezes de quebrar as regras, não é? “Não, não vou fazer assim. Vou montar um jogo à minha maneira.” E acabas por desenvolver a tua imaginação. Acho que isto é muito importante. Se calhar acho que a Lego deve ser das coisas, ou dos brinquedos, mais importantes que temos no mercado porque realmente favorecem o desenvolvimento das crianças, a arriscarem e a acreditarem nelas. Que é possível construir coisas boas e construir um mundo melhor. E eu acho que isso é importante.

LEGO Batman: O Filme


Surpreendeu-a o sucesso d’O Filme Lego original?

O filme anterior… eu confesso que vi os trailers. Fiquei muito curioso para ir ver só que a minha vida às vezes não tem tempo. Porque, além disto, também faço direção de dobragem, direção musical de algumas séries, então o fim de semana acaba por ser para arrumar a casa, lavar roupa, passar a ferro (risos). E depois não há tempo sequer para ir ao cinema nem nada porque depois, no fim de semana, estou a traduzir e a fazer coisas, então nunca tenho tempo para nada. Mas foi uma pena. Ainda não vi, mas vou ver! Entretanto fiz o casting para este filme e fiquei muito contente por ter ficado com o Batman, o principal.

 

Que características vocais do Pedro é que o levaram a interpretar o Batman?

Não só as características vocais, mas também… eu também sou ator. Já trabalho como ator há muitos anos. E eu acho que para este Batman é preciso ter um q.b. de sarcasmo, ou seja, teres dentro de ti humor negro, aquele humor britânico – que não é aplicado aqui. Mas este Batman tem um humor muito negro. E eu acho que isso também pesou, além da voz, a interpretação. Quero dizer que a direção deste filme foi da Cláudia Cadima, e que foi excelente! Porque a Cláudia direcionou-nos… eu não conhecia o filme, não conhecia o universo melhor do que ela. Nós temos de confiar no diretor de atores, e quando tu confias o resultado é fabuloso. Eu confiei, como confio sempre na Cláudia, e acho que está muito fixe.

 

Na prática não se trata só de recriar uma voz, mas há toda uma interpretação por trás.

Exatamente! Porque temos uma voz de referência, temos uma voz guia a que temos de nos assemelhar o mais possível, mas temos de saber dar vida aquelas palavras e ao mesmo tempo tentar seguir as indicações do original. Portanto, para nós é sempre mais difícil. Eu acho que às vezes as pessoas não têm essa noção, mas para nós, quem dobra os filmes – seja este género de filmes, seja de animação, mesmo animação… isto também é animação, mas é diferente, ou seja, com figura real, pessoas – é sempre muito difícil. Porque nos filmes primeiro é gravado o áudio – os diálogos – depois é que montam o filme sobre o que já está feito antes. Ou seja, eles não dobram propriamente. Nós fazemos o contrário. Nós temos de pôr as palavras na boca do boneco, tentar adaptar, manter a mesma ideia – porque depois do inglês para o português às vezes perde-se a ideia, perde-se a piada, e depois temos de arranjar paralelismos nossos para poder manter o dinamismo da personagem. É muito difícil. É muito difícil… Mas quando vês o resultado final é do caraças!

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Além destes ajustes por causa da tradução, qual a liberdade criativa para levar as vocalizações para outras soluções diferentes das originais?

Há uma liberdade… não digo condicionada, mas há uma liberdade no sentido em que estás a dobrar e se há uma dúvida nossa em relação a uma expressão que possa ser dita, mas quem está acima do filme acha que não, há uma comunicação, e quando há comunicação, há um bom resultado. Que foi o que aconteceu aqui. Se havia alguma dúvida, mesmo da direção, ou mesmo de todas as partes envolvidas no filme, cá em Portugal, havia sempre a preocupação de haver comunicação com quem estava acima do estúdio de forma a encontrar sempre a melhor solução. Porque quando há comunicação encontra-se a melhor solução e o resultado final é bom. Não há segredo no processo a não ser a comunicação. Quando isso não existe começam a haver, se calhar, alguns arrufos e “não, eu é que tenho razão”, “eu é que tenho razão” – não, temos todos razão! Quando é para um produto final que é para agradar a grandes, pequenos, gregos, troianos, temos de trabalhar para isso mesmo, só para o produto final. Para o público gostar. Porque isso depois passa no filme. Se for um produto maltratado: not!

 

Além de ser altamente satisfatório para qualquer fã de Lego, Lego Batman: O Filme está recheado de referências ao universo da banda desenhada da DC Comics. Quais os motivos de atração do filme para quem não é muito conhecedor de nenhum destes universos?

Eu acho, honestamente, que toda a gente conhece Lego e que toda a gente conhece o Batman. Com o acesso à informação que temos hoje em dia, com os Facebooks, as televisões, os canais diferenciados, hoje há muita informação. Eu acho que quase toda a gente conhece Lego, já ouviu falar da Lego, já viu um Lego. Mesmo os pequenininhos. Quer dizer, se calhar numa zona mais isolada do planeta a informação não chega, mas eu acho que no geral, para as pessoas que estão nas cidades, e na proximidade das cidades, toda a gente sabe o que é Lego e Batman. Mais que não seja porque… não sei há quantos anos a Lego existe, mas tem uma força muito grande até hoje. O Batman também, desde os livrinhos, aos almanaques – acho que era assim que se chamavam, não sei, eram assim uns mais grossos, assim maiorzitos – toda a gente sabe quem é o Batman. Podem não saber a história do Batman, mas o Batman, sabem o que é que é. Lógico que quando vêm ver um filme destes vêm um universo Lego e Batman: “já que conheço as marcas e os nomes, deixa-me arriscar e ir ver o que é que é”. Quem já conhece muito bem vai ver um filme de loucos, vai ver um filme que é rir do início ao fim. Um conselho só: riam, mas não fiquem muito tempo a rir, porque as piadas são muitas, umas atrás das outras. É preciso estar um bocadinho atento.

LEGO Batman: O Filme

 

 LEGO Batman: O Filme – Estreia a 16 Fevereiro

#LEGOBatmanFilme


+ info:

http://www.legobatman.com/

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