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[Festa do Cinema Italiano 2017] Veloce come il vento

de Matteo Rovere

muito bom

Com o mundo automóvel em destaque, Veloce come il vento é um olhar para um drama familiar que se esconde para lá das pistas.

 

Terceira longa-metragem de ficção (depois de algumas curtas-metragens e um documentário) do argumentista e realizador Matteo Rovere, Veloce come il vento (2016), inspirado livremente na vida do piloto Carlo Capone, é a história de dois irmãos desavindos, trazidos para a mesma casa devido à súbita morte do pai. Ela é Giulia (Matilda De Angelis), uma ambiciosa e talentosa piloto de competição na categoria de Grande Turismo, numa tradição familiar que já tinha o pai como mentor. Ele é Loris (Stefano Accorsi), um ex-piloto, agora toxicodependente, e por isso afastado da família.

Ao perceber que o pai hipotecara a casa para que Giulia pudesse competir, Loris decide ajudá-la, e ela, relutante a princípio, reconhece que o seu instável e perigoso irmão mais velho tem conselhos válidos sobre o mundo automóvel, resignando-se a aceitá-los. O que acontece de seguida é a convivência difícil de duas personalidades que evoluirá para a redescoberta de sentimentos familiares. Tudo isto por entre a velocidade das pistas, a agrura dos treinos, e as atitudes irresponsáveis de Loris, que várias vezes parece boicotar e não ajudar a família.

Veloce come il vento tem o seu melhor na interpretação de Stefano Accorsi, e na sua química com a jovem Matilda De Angelis, agradando certamente a quem gosta de ver a velocidade automóvel no cinema, mesmo que esta não tome um lugar proeminente no filme que é, sempre, a história da relação de dois irmãos. Com Loris a não deixar de ter piada com o seu jeito solto e irresponsável, o filme parece por vezes uma comédia trágica, onde a tragédia anunciada é a da perda da casa e dissolução da família, que inclui também um terceiro irmão ainda criança. Não evitando cair nalguns lugares-comuns, como sejam o obrigatório suspense da classificação e a previsível queda nas mãos dos abutres que se querem aproveitar da família, Veloce come il vento consegue ainda assim um ritmo seguro, numa montagem bem conseguida e uma química de interpretações muito boa.

Resumo da crítica

Summary

Com as corridas automóveis em primeiro plano, Veloce come il vento é a história de dois irmãos desavindos, que as circunstâncias forçaram a conviver, num tom de tragicomédia que tem na química entre Stefano Accorsi e Matilda De Angelis o seu ponto mais forte.

Classificação

  • Argumento
  • Interpretação
  • Produção
  • Realização
3.5 10 muito bom

Comentários

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