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Curtas Vila do Conde 2016 | Entrevista

Curtas Vila do Conde 2016© by Curtas Metragens CRL

O Curtas Vila do Conde regressa, de 9 a 17 de Julho de 2016, ao Cinema São Jorge em Lisboa. Miguel Dias, director do festival, dá-nos algumas respostas sobre o que será a 24.ª edição do CURTAS.

 

24 anos de CURTAS, o que celebram nesta edição?
As celebrações não são para os números redondos? Estamos à espera do 25, para não gastar tudo agora e depois não ter nada para celebrar. Mais a sério, no Curtas celebra-se sempre o cinema, a sua história, o seu presente e o seu futuro, não é necessário nenhum motivo especial.

 

A programação tem-se expandido a outras artes que não o cinema, o que levou a esses passo?
Algum esgotamento de ideias e fórmulas no cinema narrativo convencional poderá levar os festivais a alargar os horizontes estéticos da sua programação. No caso do Curtas Vila do Conde não é bem assim, pois existe uma relação com o cinema experimental assente numa tradição muito enraizada, que vem logo desde a sua primeira edição. A partir daí, e havendo muitos artistas com filmes apresentados no festival que também trabalhavam num território próximo das artes plásticas, começamos a apresentar também obras em exposições. Daí até à criação da Solar – Galeria de Arte Cinemática foi um pequeno passo. Nessa questão também estará a pensar nos filmes-concertos e na relação com a música, por exemplo. Todas essas derivas de programação têm igualmente um objectivo, que é o de chamar outros públicos que não apenas o espectador regular de cinema.

 

Como tem sido a reacção do público ao CURTAS?
Tem comparecido de uma forma que consideramos satisfatória. O objectivo principal para o Festival de 2016 será o de manter valores acima dos 20.000 espectadores. Este é um número que inclui as entradas efectivas em sessões de cinema, incluindo os ingressos gratuitos, por exemplo de convidados, profissionais ou acções promocionais, mas também inclui uma contabilização de visitas em espaços de exposição (por exemplo, da Solar – Galeria de Arte Cinemática) ou de outros eventos paralelos, bem como de acções de descentralização (extensões) em várias cidades do país. Mas falar destes números só faz sentido se tivermos em conta, também, a dimensão das cidades onde se realizam os festivais e a frequência habitual de eventos culturais. No caso de Vila do Conde, acho que estes valores são excelentes.

 

Quais são as expectativas para esta 24.ª edição?
As habituais: que tudo corra bem, com muitos realizadores que fiquem, como de costume, fãs do festival e continuem a passar a palavra, que haja mais espectadores, maior cobertura mediática, melhores condições técnicas e de projecção (a propósito, pela primeira vez temos todas as sessões em ambas as salas com projecção DCP, um enorme esforço, técnico e financeiro também), em suma, que seja uma experiência positiva para todos os envolvidos.

 

Qual o critério para a selecção dos filmes a exibir?
Há vários critérios, a qualidade e a relevância estética são os mais óbvios mas ao mesmo tempo os mais difíceis de explicar porque apresentam alguma subjectividade. Também são muito variáveis, dependendo das secções do festival. A competição internacional não apresenta os mesmos critérios de selecção da experimental, por exemplo, onde os filmes deverão desafiar os códigos narrativos mais convencionais e aventurar-se em territórios menos explorados, ou o Curtinhas, onde o público-alvo são as crianças. Há também critérios objectivos de representatividade de géneros cinematográficos, de diversidade geográfica, e outros.

 

 

Quais as novidades na edição deste ano?
Cada edição é diferente das outras, mas nas linhas gerais não existem grandes diferenças. Existem, isso sim, 241 filmes diferentes e uma vontade de melhorar um pouco, se possível, em relação ao ano anterior. No fundo, tudo é diferente e nada o é. Claro que há sempre coisas novas, por exemplo o workshop de crítica cinematográfica que realizaremos na edição deste ano. Mas a verdadeira novidade seria não existir qualquer novidade.

 

Que convidados destacam?
Por apresentarem programas especiais no festival, destacaria o João Pedro Rodrigues e o João Rui Guerra da Mata, mas também o Josh Mond, que apresenta um foco sobre a produtora Borderline Films, ou o Mark Rappaport, que tem vários filmes seus no programa dedicado aos ensaios audiovisuais e também está no júri. Na parte musical, não há como passar ao lado da presença dos Tindersticks.

 

A secção Curtinhas continua sólida. Como tem sido a experiência e resposta do público mais novo?
Tem sido positiva e é claro que é para continuar. Durante o resto do ano, o Curtas tem esse público-alvo bem presente, com o Animar, por exemplo, ou com O Dia Mais Curto. Dado que o festival se realiza em período de férias escolares, é pena não podermos envolver todas as escolas da região no Curtinhas, fazendo uma programação muito maior, mas os restantes eventos durante o ano já dão bem conta do recado.

 

Já estão a trabalhar em ideias para o 25º aniversário? Podem revelar alguma?
Pensamos em algumas coisas, embora ainda sem aprofundar, por isso não existe nada muito concreto para revelar. Mas não há como fugir a esses números redondos, as pessoas estão sempre à espera de algo especial. Estas datas são também uma oportunidade para comunicar de forma mais eficaz o evento, existe sempre um interesse mediático nestes números.

 

Querem deixar alguma palavra aos leitores da Take?
A palavra mais óbvia neste contexto é um convite para aparecerem no festival.
CLIQUE AQUI para consultar a programação completa da 24ª edição do CURTAS.


Informação fornecida por: Curtas Vila do Conde

+ info:

festival.curtas.pt
facebook.com/curtasviladoconde
twitter.com/curtasvc

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