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À conversa com João Leitão

© by Mário Melo Costa

Depois de UM MUNDO CATITA, série para televisão em seis episódios que realizou e escreveu em conjunto com Filipe Melo, João Leitão partiu para os domínios da sátira política misturada com a ambiência das histórias de super-heróis dos quadradinhos. No princípio a ideia era fazer uma nova série de televisão. Escreveu, juntamente com Nuria Leon Bernardo (escrito assim mesmo, sem qualquer acento, por conta da proveniência espanhola), 8 episódios completos que nunca chegaram a ser filmados. Apenas viu completado o episódio-piloto, em 2011, e após sucessivas promessas não cumpridas e adiamentos de um canal televisivo, colocou um ponto final na novela e saltou para o filme CAPITÃO FALCÃO, que estreou em 2015 e que arrebatou seis prémios Sophia. O Capitão Falcão é um super-herói ultranacionalista que durante o Estado Novo serve Salazar e persegue todos os seus inimigos. Assenta como uma luva numa Take dedicada às ditaduras e aos ditadores.


O que é que tu achas que o Capitão Falcão pensaria, à luz dos olhos de hoje, sobre Salazar?

Para o Capitão Falcão, Salazar é… Deus. Mesmo. Completamente. Sem sequer ter que pensar sobre o assunto, ele morreria por Salazar. Fosse à luz dos olhos da época, fosse à luz dos olhos de hoje.


Achas que ele teria morrido, então, no 25 de Abril de 1974…

Quando eu e a Nuria estávamos a escrever o argumento gozávamos muitas vezes, enquanto falávamos, sobre qual seria o super poder do Capitão Falcão. Porque ele não tem, de facto, um super poder…

(…)


in Take 46 – Leia aqui o artigo completo
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