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Cinema Über Allas

Quando pensamos em ditadores, pensamos sobretudo nas figuras históricas que já morreram, ou em países distantes e “diferentes” o suficiente para não nos preocuparmos. A possibilidade de podermos voltar a um regime não-democrático (ou, chamando as coisas como elas devem ser chamadas, ditadura) é por isso uma ideia remota, que raramente nos passa pela cabeça, a não ser no domínio da ficção, histórica ou distópica.

 

Mas à luz dos últimos meses torna-se importante reflectir seriamente sobre o que significa viver em democracia. Quando atentados terroristas justificam um Estado Big Brother, ou um Presidente decreta ordens ilegais sem dar justificação, de repente os problemas não estão no passado ou do outro lado do mapa, os problemas estão à nossa frente. Tal como Hitler foi eleito democraticamente, e Salazar visto como o salvador da Pátria, os novos ditadores não aparecerão com um sinal de neon a dizer “eu sou mau”. Algumas das coisas que eles – ou elas – dizem, até fazem sentido. Cabe-nos a nós reconhecer quando nos estão a manipular contra nós mesmos, e contra as nossas liberdades.

 

Entretanto o cinema, como sempre em tempos de mágoa, floresce. Nesta edição apresentamos aos nossos leitores, companheiros de cinefilia, os retratos que a Sétima Arte fez do Ditador e das sociedades que os sofreram, de Charlie Chaplin a Seth Rogen, deixando muitos outros bons filmes pelo meio. Porque não há lápis azul que consiga manter a verdade escondida para sempre, desfrutem… e bons filmes.


in Take 46 – Leia aqui o artigo completo
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