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Capitão América: Guerra Civil

de Anthony Russo e Joe Russo

excelente

Depois da destruição em Nova Iorque, Sokovia e agora na Nigéria, o governo pretende criar um programa de controlo de todos os seres com super-poderes. Tony Stark fica a favor da sua criação, com Capitão América no lado oposto. No entanto, com a chegada de um novo vilão e com o regresso do Soldado do Inverno, os Vingadores entram em guerra.

 

Anthony e Joe Russo regressam ao Universo Cinemático da Marvel depois do excelente Capitão América: O Soldado do Inverno. Desta vez, adaptam uma das mais populares e adoradas sagas recentes dos comics: Guerra Civil. Como tal, em vez de termos mais uma sequela centrada apenas em Capitão América, temos uma sequela de O Soldado do Inverno e de Os Vingadores: A Era de Ultron. Os acontecimentos desses dois capítulos ajudam a ditar os eventos que aqui vão decorrer, naquele que é verdadeiro desfile de super-heróis.

Os Russo têm aqui a oportunidade de lidar com temas algo provocadores, fazendo deste capítulo o mais adulto até ao momento. Mesmo arriscando de tal forma, conseguem criar um verdadeiro espectáculo de acção, recheado de grandes momentos de acção, com direitos a bons momentos de humor. Pelo meio, ainda temos tempo para a introdução de novas personagens: O Pantera Negra, interpretado por Chadwin Bowsman, e a versão da Marvel de Homem-Aranha, interpretado por Tom Holland. E assim temos duas das grandes surpresas do filme: Bowsman dá vida a um Pantera Negra em grande destaque, numa personagem cativante e muito bem conseguida. Já Holland tem aqui a oportunidade de criar um Peter Parker/Homem-Aranha perfeitos, abrindo caminho para o seu filme a solo a estrear já em 2017, com a hipótese de ser a melhor versão da personagem até agora.

No entanto, Guerra Civil não vive apenas dos seus heróis e da fabulosa batalha entre sim. Temos também um vilão de serviço, que trabalha nas sombras e que é interpretado por Daniel Brühl. Zemo é o contrário de todos os outros vilões da saga: um ser humano, sem poderes mas que consegue desfazer a equipa de super-heróis de forma que muitos outros tentaram. E Brühl acaba por ser um vilão perfeito, com potencial para muito mais no futuro.

Chris Evans regressa (sempre em grande forma) como Steve Rogers/Capitão América e desta vez divide o protagonismo com Robert Downey Jr., fazendo deste uma espécie de Homem de Ferro 4. Aliás,a história à volta de Stark acaba por ser de grande importância para a personagem e Downey tem assim a oportunidade de explorar territórios inéditos, tendo aqui uma das suas melhores prestações como Stark. Ao lado dos dois protagonistas temos ainda Scarlet Johansson, Sebastian Stan, Anthony Mackie, William Hurt, Don Cheadle, Elizabeth Olsen, Paul Bettany, Paul Rudd e Jeremy Renner.

Capitão América: Guerra Civil é um verdadeiro espectáculo de acção e de grande divertimento, com todas as personagens a ganharem as suas próprias motivações e tempo de antena, nunca sendo apenas um desfile de personagens sem tempo para respirarem (muito pelo contrário). Acaba por ser uma espécie de Vingadores 2.5 e resulta perfeitamente como, tornando-se num blockbuster exemplar e, sem dúvida, num dos melhores filmes do Universo Cinemático Marvel. Consegue ainda ser exactamente o oposto do seu grande rival, Batman V Superman: um grande filme, capaz de satisfazer os fãs mais exigentes, ao mesmo tempo que é também um verdadeiro crowd pleaser. Um grande início para a Fase 3 da Marvel.

Review overview

Summary

E assim começa a Fase 3 da Marvel: com um dos seus melhores filmes, cheio de acção e comédia, para além de abordar temas mais adultos. Um verdadeiro desfile de super-heróis, naquele que será um dos grandes blockbusters dos últimos tempos.

Ratings in depth

  • Argumento
  • Interpretação
  • Produção
  • Realização
4.5 10 excelente

Comentários

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