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Assassin’s Creed

de Justin Kurzel

muito bom

Não escondo que sou fã da série de jogos onde este filme se baseia e como tal a minha análise do filme incide precisamente na comparação com toda a série de jogos.

Este será provavelmente o primeiro filme que vejo em que toda a essência é completamente respeitada pelos argumentistas do filme e em que não há nenhum momento em que é introduzido algo novo que não existe no jogo. Não vou estragar a história a quem ainda não o foi ver e tudo o que descrever pode ser visto nos teasers e trailers oficiais disponibilizados no Youtube.

Mas afinal, o que é que se trata esta história dos antepassados representada no jogo e no filme?

O enredo gira em torno da eterna luta entre forças do bem e do mal entre duas sociedades secretas, a Ordem dos Templários e a Irmandade dos Assassinos. Os Templários têm como objectivo dominar a humanidade estabelecendo aquilo que consideram “a ordem”, os Assassinos lutam para manter o livre arbítrio. Existem vários artefactos que poderão permitir o controle absoluto que dão pelo nome de “peças do éden”. No filme é referido apenas o artefacto mais poderoso, a “Maçã do Éden”.

A premissa da história original parte do pressuposto que a “Abstergo Industries”, parte da organização Templária, constroi o Animus, uma máquina que permite explorar as memórias dos antepassados através de uma “análise ao ADN” e gravar os acontecimentos vividos pelo antepassado. Esta análise dos acontecimentos do passado é o que irá permitir aos Templários localizar estes artefactos e desta forma poder obter o artefacto que lhes dará controle.

O primeiro jogo da série coloca-nos em 1191 durante a terceira cruzada, explorando as memórias do assassino “Altaïr Ibn-La’Ahad,”. No segundo jogo, recordamos as memórias do nosso antepassado “Ezio Auditore da Firenze”, o filho de um nobre Italiano de Florença durante o período da Renascença Italiana. O personagem do tempo actual é Desmond Miles, um empregado de bar que desconhece a sua descendência Assassina e que é raptado pelos Templários.

O filme passa-se em 1492, durante o final da Inquisição Espanhola cujo período coincide com o inicio da Renascença Italiana. Os argumentistas do filme escolheram não utilizar nenhum dos personagens conhecidos do jogo, se bem que o mentor Templário é referido por nome no primeiro jogo. No tempo actual temos Callum Lynch, um prisioneiro que é executado por homicídio, execução essa que é falsa e apenas serve para o fazer desaparecer. O antepassado é Aguilar de Nerha, um Assassino da Irmandade em Espanha.

Tinha dito ali atrás que não haveria nada no filme que não exista no jogo, o que não é bem verdade pois há algumas concessões que temos que fazer e que fazem todo o sentido no ponto de vista cinematográfico. Um deles é o Animus, a máquina que explora e grava as memórias do antepassado. Em toda a série, o Animus é uma espécie de marquesa ou “Chaise longue”, que no filme é substituída por uma armação (braço) mecânica para melhor expor os efeitos físicos. No jogo não há interacção com outras pessoas exceptuando os mentores do Animus.

Posto esta introdução, o filme começa com a iniciação do Aguilar de Nerha na Irmandade dos Assassinos e com o passado do jovem Callum e posteriormente para a execução trinta anos mais tarde. Nos primeiros 20 minutos do filme é feita uma excelente introdução à premissa do jogo, seguindo com a exploração dos acontecimentos do antepassado.

Não vou estragar a surpresa nem explicar os acontecimentos do filme, vão ver que é uma hora e meia bem passada. Refiro apenas um aparecimento de um personagem real no fim do filme, o que é também uma constante nos jogos, aproveitar acontecimentos históricos para escrever uma trama interessante à volta. Curioso é o facto do realizador Justin Kurzel nunca ter jogado nenhum dos jogos e do próprio Michael Fassbender ser não só o protagonista como também produtor executivo do filme.

O filme tem uma boa fotografia, recria bem atmosfera do passado e há inúmeros segmentos que nos colocam mesmo no meio da acção tal como a conseguimos sentir ao jogar qualquer jogo da série. Ajuda neste caso que a Ubisoft ter tomado as rédeas do projecto, ao contrário de outras recriações cinematográficas em que o estúdio criador do jogo limita-se a licenciar a imagem para efeitos do filme. O ambiente está muito bem recriado bem como as personagens e trama, ficando muito fiel aos jogos. Esta dedicação tem como resultado a não existência de um novo jogo da série em 2016.

Fica o agradecimento à Take Cinema Magazine pelos excelentes passatempos que faz quase todas as semanas!

 

Crítica assinada por Luís Correia, leitor da Take Cinema Magazine e vencedor do passatempo antestreia em Lisboa

Resumo da crítica

Summary

Um filme de acção/aventura que adapta bem o conceito do jogo original sem o estragar. Bom esforço de produção, actuações razoáveis se bem que poderia ter havido um esforço maior em dar mais profundidade aos personagens.

Classificação

  • Argumento
  • Interpretação
  • Produção
  • Realização
4 10 muito bom

Comentários

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