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AR – Festival de Cinema Argentino 2016 | Entrevista

AR - Festival de Cinema Argentino 2016© by Iñigo Sánchez

O AR – Festival de Cinema Argentino regressa, de 29 de Junho a 3 de Julho de 2016, ao Cinema São Jorge em Lisboa. Maria João Machado e Susana Santos Rodrigues dão-nos algumas respostas sobre o que será a 2.ª edição do festival.

 


O que é o AR?
O AR é a sigla usada que identifica a Argentina, é o nome do nosso festival que este ano vai pela 2ª edição. Nós costumamos dizer que pensamos neste nome porque tínhamos vontade de vir a Portugal apanhar ar.

 

Como surgiu a ideia?
A ideia surgiu há 4 anos atrás, ambas emigrantes em Buenos Aires, começámos a maturar a ideia de fazer uma coisa nossa e co-fundamos, com o argentino Francisco Lezama, a associação cinematográfica VAIVEM, uma singela homenagem a João César Monteiro e às nossas vidas nómadas.
Temos feito várias coisas no sentido de divulgar o cinema português na América Latina. Criamos a Semana de Cine Portugués no MALBA (Museo de Arte Latino-americano de Buenos Aires) em 2013 e este ano vamos pela 4ª edição que já viaja também a Montevidéu, Quito, Bogotá, Cidade do México e Santiago do Chile. Seis países no total. E a missão será conquistar todo o continente. Além de que não nos bastam os eventos efémeros como os festivais, também promovemos a estreia de filmes portugueses nas salas, entre outros, e organizamos seminários com protagonistas lusitanos.
No ano passado sentimos que já era hora de retribuir a Portugal com o engenho do cinema argentino e de retomar o vínculo com o nosso país. Então, pusemos mãos à obra e este ano vamos pela 2ª edição do AR no Cinema São Jorge.

 

Como foi o feedback do público na 1.ª edição?
Foi muito bom. O cinema argentino mantém a grande criatividade e qualidade que explodiu para o mundo talvez com a Lucrecia Martel e o resultado actualmente são filmes que propõem uma estética arrojada, narrativas inventivas e julgamos que talvez por isso o público continua a acompanhar com curiosidade.

 

Quais são as expectativas para esta 2.ª edição?
São as melhores. Selecionamos cuidadosamente o conjunto de filmes a exibir, de maneira a ser fiéis connosco e com a 1ª edição. Estamos muito contentes com o conceito de programação e sentimos que o resultado pode superar o do ano passado.

 

 

Qual o critério para a seleção dos filmes a exibir?
Privilegiamos  filmes inéditos, recentes, independentes, onde a voz do autor é evidente, um espelho de certo inconformismo que se distancia do convencional. O resultado é uma vitalidade inquietante e muito sedutora.
Pensamos no conjunto de filmes como um todo e cada filme escolhido tem a sua identidade estética, a sua proposta formalmente arriscada, enfim, digamos um “valor acrescentado” que tem tudo a ver com uma clara procura de autenticidade.
Sentimos também que falam necessariamente de uma realidade argentina mas com correspondências e interesses universais. 

 

O número de filmes aumentou, também vão contar com alguns convidados?
Sim! Vai estar presente o Eugenio Canevari, realizador do filme PAULA que teve estreia mundial no Festival de San Sebastian e recebeu o aplauso da crítica. Vai apresentar o filme e, depois da projeção, vai conversar com o público.

 

Quais as novidades na edição deste ano?
Para além de poder contar com a presença do realizador de PAULA, iremos também, em associação com uma distribuidora local, estrear comercialmente um dos filmes que trazemos ao AR: EL INCENDIO, de Juan Schnitman, estreado mundialmente no Festival de Berlim. A intimidade feita thriller que consome um casal prestes a incendiar-se, a transbordar de carga sexual e tensão, não apto para primeiros dates.

 

Quais os maiores desafios na organização do AR?
Se queremos ser politicamente corretas, a maior dificuldade é conseguir fundos. E se queremos ser politicamente incorretas, a maior dificuldade é conseguir fundos e o compromisso de algumas instituições que deveriam ser as primeiras a ter interesse em apoiar a internacionalização e mesmo incentivar a exibição do cinema argentino.

 

Já estão a trabalhar em ideias para uma 3.ª edição? Podem revelar alguma?
Sim, estamos a trabalhar no conceito. A palavra chave seria “abrir”, mantendo o sul como nosso norte.

 

Querem deixar alguma palavra aos leitores da Take?
Venham!

 

 

O cinema argentino está vivo e respira-se no cinema São Jorge, de 29 de junho a 3 de Julho.


+ info:

arcinemaargentino.com
facebook.com/vaivem.cine
twitter.com/VaivemCine

Na foto: Maria João Machado e Susana Santos Rodrigues. Fotografia de Iñigo Sánchez

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