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Velocidade Furiosa 8

de F. Gary Gray

mau

Pergunto-me porque é que continuo a ver isto. A verdade é que nem eu sei responder. A franquia Fast and Furious não tem, nem nunca teve pudor em definir as suas intenções e finalidade, mais uma vez, sem surpresas, estamos perante um show de acrobacias velozes que de credíveis têm pouco, despejadas num loop frenético que parece continuar a atrair mesmo aqueles que nem acham assim tanta piada a isto (yeah me!).

 

Na sequência de abertura em Havana, Dominic Toretto (Vin Diesel) e Letty (Michele Rodriguez) tem a tarefa de fazer os fãs matar saudades do verdadeiro espírito Fast and Furious dos primeiros filmes. Logo ali temos um vislumbre que em conjunto com as doses elevadas de entretenimento vai misturar-se o melodrama que irá trazer a grande carga emocional, nem sempre presente em filmes anteriores. Cipher (Charlize Theron) é a ciber terrorista que irá fazer não só uns quantos estragos pelo mundo, mas também atormentar a cabeça de Toretto, brincando com sentimentos da equipa e fazendo revelações ligadas ao passado mais recente. Hobbs (Dwayne Johnson) também está de volta assim como algumas caras familiares como Deckard (Jason Statham).

 

Desta vez pelas mãos de F. Gary Gray (Straight Outta Compton, 2015), e apesar de demasiadamente longo que até chega a saturar, a franquia continua a seguir o caminho que a faz ter sucesso, sendo irracional e disparatada, capaz de provocar enormes gargalhadas pela estupidez envolvida, sendo inevitavelmente divertido ao mesmo tempo. Se da narrativa fazem parte os diálogos cliché, com boas intenções mas pobres de imaginação, as sequências de acção espantam pela originalidade com que se inventam novos números envolvendo uma panóplia de carros potentes. Após o desaparecimento de Paul Walker, é bom ver que continua a ser relembrado reforçando a forte ideia de família que o filme já passa desde o primeiro filme. Jason Statham brilha mais que qualquer um dos outros personagens, Charlize Theron é uma grande vilã e Dwayne Johnson e o seu power cheio de star quality com mega massa à mistura poderá não regressar para mais um, pois diz-se por aí que ele e Vin Diesel já não são amiguinhos…

 

Velocidade Furiosa 8 continua a mostrar que a saga continua aí para as curvas, mesmo que cada vez mais se pareça uma mistura de gigantesco videoclip de reggaeton com um anuncio publicitário a marcas de carros muito baratinhos.

Resumo da crítica

Summary

Longo demais e silly demais, mas divertido que se farta! Ao invés de enfraquecer, temo dizer que se está a tornar mais forte. Isto é o brainless popcorn movie que a maior parte do público quer.

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