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Um legado inconfundível

Muitos espectadores mais jovens hoje em dia podem não identificar, ou até mesmo desconhecer por completo o nome de Ingmar Bergman, mas a realidade é que o autor sueco deixou para trás um legado de obras-primas absolutamente inegável e, ainda mais do que isso, influenciou toda uma série de realizadores que, apaixonados pelo seu trabalho, lhe foram prestando as mais diversas homenagens.

 

UM LEGADO INCONFUNDÍVEL

 

De todos os grandes nomes do cinema que de uma forma ou de outra já expressaram a sua profunda admiração por Bergman, o mais famoso, e aquele que porventura mais terá deixado transparecê-lo para o seu trabalho é Woody Allen. No obituário que escreveu para o New York Times aquando da morte do realizador, Allen, referindo-se a ele como “o grande poeta cinematográfico da mortalidade”, referiu não ter sido por ele influenciado pela simples razão de queum génio não pode influenciar uma pessoa normal, caso contrário a genialidade seria facilmente carregada de pessoa para pessoa. Sem querer discutir a genialidade ou falta dela do autor nova-iorquino, a verdade é que tal influência pode ser vista desde muito cedo no trabalho de Allen, seja por exemplo na representação da morte ou de um plano dos rostos de Diane Keaton e Jessica Harper reminiscente de A Máscara em Nem Guerra nem Paz (1975), seja nos seus dramas como Intimidade (1978), Setembro (1987), Uma Outra Mulher (1988) ou Crimes e Escapadelas (1989), ou As Faces De Harry (1997), onde tal como em Morangos Silvestres seguimos uma personagem em viagem a caminho de ser homenageada pelo seu trabalho. Podemos dizer de forma clara que a vertente dramática do trabalho de Woody Allen é altamente influenciada pelos temas e mesmo pelo estilo de Bergman, ao ponto de Allen ter mesmo chegado a colaborar múltiplas vezes com Sven Nykvist, o director de fotografia habitual de Bergman, para conseguir nas suas películas os tons frios que tanto apreciava.(…)


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