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Um gigante no pequeno ecrã

Talvez mais do que qualquer outro grande autor na História do Cinema, Ingmar Bergman teve um percurso bastante interessante também no pequeno ecrã. Criado pelo teatro, entendendo tudo sobre dramaturgia, Bergman soube como poucos explorar as possibilidades da televisão, fosse no formato de telefilme ou mini-série. Aliás, muitos dos seus filmes feitos para televisão tiveram inclusivamente direito a estreia comercial em salas de cinema. Como por exemplo Saraband, de 2003, ele próprio uma sequela de Cenas da Vida Conjugal (1973), projecto também pensado originalmente para televisão (e lançado como mini-série de 6 episódios) com direito a uma aclamada versão cinematográfica de 3 horas.

Isto porque apesar das diferenças técnicas existentes no meio, especialmente numa época em que a televisão de qualidade standard, longe de pensar nas altas definições ou nos 4K, estava a anos-luz do registo cinematográfico em película, Bergman nunca se deixou limitar. Aceitava as fraquezas do meio (era habitual e definido quase como regra, por exemplo, que a televisão teria de viver de grandes planos dos rostos dos actores e menos de planos demasiado abertos, não apenas para se poupar nos meios de iluminação, mas porque a imagem não aguentava o nível de detalhe de grandes dimensões de cenário), e trabalhava em torno das mesmas. E se ele sempre foi um dos mestres na utilização do grande plano dos seus maravilhosos actores, isso nunca foi um problema, embora não se coibisse de assumir escalas um pouco mais ambiciosas, pois uma vida inteira a construir um estatuto inatacável permitiu-lhe filmar em película alguns trabalhos pensados para televisão, com meios técnicos de maior qualidade. (…)


in Take 44 – Leia aqui o artigo completo
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