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Trilogia O Silêncio de Deus

Depois da década de 1950, em que Ingmar Bergman foi aclamado por alguns dos seus títulos ainda hoje mais amados (Um Verão de Amor, Mónica e o Desejo, Sorrisos de um Noite de Verão, O Sétimo Selo, Morangos Silvestres), seguiu-se um período de filmes menos bem recebidos pela crítica, tendo-se falado de uma crise de criatividade do realizador sueco. É entre eles, no início dessa década de 1960, feita de títulos difíceis, e temas obscuros, que surge o tríptico que o próprio Bergman chamaria O Silêncio de Deus (também muitas vezes referido como Trilogia da Fé). Em Busca da Verdade (Såsom i en spegel, 1961), Luz de Inverno (Nattvardsgästerna, 1963) e O Silêncio (Tystnaden, 1963), eram, para o realizador, três capítulos de uma obra, a que deu, respectivamente, os nomes «Certeza Cumprida», «Certeza Desmascarada» e «Impressão Negativa». Todos eles se destacam por um certo minimalismo, economia de meios, uso de um realismo pessimista, e uma quase claustrofobia de espaços e relações.

 

E se o título da trilogia nos remete para a complicada relação de Bergman com o transcendente (a religião, a iconografia cristã, a vida, a morte, e a moral humana num mundo órfão de Deus), há muito mais que se encerra nesse título. Por um lado a eterna e deliberada confusão de Deus e Pai (tema caro a Bergman, filho de um severo pastor luterano, figura religiosa e patriarcal que lhe mereceria desprezo e raiva), e por fim o silêncio bastante mais transversal das relações, dos intransponíveis e incompreensíveis espaços entre os seres humanos. (…)


in Take 44 – Leia aqui o artigo completo
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