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Grandes momentos musicais em filmes não musicais

O que é, na realidade, um filme musical? Será um filme em que as personagens cantam canções de forma integrada com a narrativa, muitas vezes acompanhando-as com dança, desenvolvendo as personagens e fazendo a história progredir no processo? A verdade é que a música sempre foi um elemento essencial da história do cinema. Mesmo na sua infância, quando ainda era mudo, o cinema apresentava-se acompanhado por música ao vivo, normalmente por via de um piano. Quando em 1927 a Warner Bros. produz o primeiro filme sonoro em Hollywood tira o máximo proveito da novíssima tecnologia para contar a história sobre O Cantor de Jazz. Quando Al Jolson canta “Toot, Toot, Tootsie (Goo’ Bye!)” o conceito de cinema musical ainda não existia e confundia-se com o próprio conceito de fazer acompanhar as imagens com som, música e diálogos. Com esta inovação o cinema passou a ser também som, canções e música! Arrisco-me a dizer que, com algumas exceções, que com certeza haverá, todo o cinema é musical, mesmo sem elaborados números de dança e mesmo sem as personagens saírem em cantorias. A música faz parte do próprio DNA que constitui a experiência cinematográfica e, desta forma, falar de momentos musicais em filmes que não são musicais é falacioso, mas a distinção é somente de género, que tanto gostamos de usar para catalogar e dar sentido à vida, filmes incluindo.

Quando Marty McFly pega na guitarra em Regresso ao Futuro é a sua própria existência que está em jogo. Este é o empurrão definitivo que os seus futuros pais precisam para que o destino siga o rumo pré-definido, evitando uma disrupção no próprio tecido temporal. Quando o nosso herói consegue atingir o objectivo e se demora em palco para sonegar ao Chuck Berry o seu papel na criação do Rock n’ Roll ao tocar “Johnny B. Goode” perdoamos a impertinência pelo puro sentido de diversão do momento, com Marty a dar largas à sua queda para a improvisação perante uma plateia que ainda não está preparada para tal descarga elétrica. Este é um exemplo perfeito de um argumento que utiliza a performance musical como um dispositivo narrativo orgânico e como uma indulgência ao mesmo tempo e é melhor por isso. Há mil e uma maneiras de incorporar música de forma a elevar uma obra fílmica. As seguintes referencias são apenas um charco num oceano de bons exemplos. (…)


in Take 45 – Leia aqui o artigo completo
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