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O sexo vende-se al dente!

Uma Exploração das Comédias ‘Sexy’ All’Italianas dos Anos 70

Ainda me lembro da primeira ‘comédia sexy’ que vi. O seu título nunca mo deixou esquecer: Quand le Donne si chiamavano ‘Madonne’ – Quando as Mulheres eram chamadas de ‘Virgens’. Dez minutos tinham passado e eu ainda não tinha a certeza no que consistia aquilo que estava a ver. Seria um filme medieval? Paródia de circunstância? Filme erótico? As imagens que testemunhava tinham um elemento de ‘ridículo’, mas nem um segundo de apatia notável. O empenho que emanava da linguagem corporal de Edwige Fenech sugeria algo mais, algo muito maior do que era perceptível ao olho nu. E quando finalmente encontrei o seu contexto histórico e social, tudo passou a fazer sentido.

 

Numa década que parecia viver esfomeada por uma textura erótica dentro da corrente de filmes mais comercial na Europa, os valores morais e o código de regras do que ‘é’ e do que ‘parece ser’, do erotismo vs. pornografia foram examinados até à morte. E nela combinava a exploração da carnalidade humana, com a representação da sua essência, e a análise social que poderia ou não induzir uma reflexão perante as explosões políticas que rodeavam o mundo. E embora a pornografia seja agora pensada como uma essência do erotismo e não o contrário, na altura não era o caso. E muitos foram os países que aproveitaram e adoptaram tal tónico para retrair o medo que se fazia sentir.
No entanto, olhando para trás hoje, a abordagem que Itália adoptou no início dos anos 70 continua a ser das mais “felizes” no que toca ao seu elemento de imprevisibilidade e rápida adesão (…)
in Take 43 – Leia aqui o artigo completo | Faça download da revista clicando aqui

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