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A Rapariga no Comboio

de Tate Taylor

mediano

Mais um grande sucesso literário adaptado ao grande ecrã. A Rapariga no Comboio, realizado por Tate Taylor (The Help), é a adaptação do best-seller homónimo de 2015, da escritora Paula Hawkins, cuja história segue os melodramas femininos de três mulheres, envolvidas num triângulo de mentiras e suspeitas.

 

Todos os dias Rachel Watson (Emily Blunt) viaja de comboio de casa para o trabalho, do trabalho para casa, fantasiando sobre as vidas daqueles que vivem junto à linha. Com o passar do tempo, começa a ficar obcecada com a jovem Megan (Haley Bennett), que aparenta ter a vida que sempre sonhou para si. Megan sem saber, entra então na vida de Rachel de forma doentia, desconhecendo que afinal existe na realidade uma conexão entre as duas. Para agitar ainda mais as coisas, ao lado da casa de Megan vive Anna (Rebecca Ferguson), casada com Tom (Justin Theroux) ex-marido de Rachel, cujo casamento terminou depois de Rachel ter problemas em engravidar, tendo essa situação originado um grave problema com o álcool. Ao longo da história são nos mostrados flashback’s sob a perspectiva de vida destas três mulheres, até percebermos que todas elas têm elementos em comum que irão levar até ao mistério do assassinato de uma delas.

Aproveito para referir que todos os aspectos que aqui refiro se cingem apenas ao que está demonstrado na adaptação cinematográfica, visto não ter lido o livro, sendo impossível estar a fazer comparações directas. É uma pena que Tate Taylor tenha optado por manter um estilo e bastante semelhante ao que David Fincher fez em Gone Girl, tomando a decisão de se manter fiel não só quando falamos de estrutura, mas também usando a mesma estética, género de edição e até o mesmo género de banda sonora, o que faz o thriller cair numa grande falta de originalidade. Existem alguns twists interessantes ao longo da narrativa, mas que acabam por não surpreender quando nos deparamos com um final banal e nada surpreendente, ficando muitas pontas soltas por desenvolver. Emily Blunt está absolutamente fantástica! Não é nada fácil interpretar um alcoólico, e quase todos os que o fazem caem no exagero, tendo tendência a “abonecar” e sendo difícil tonar-se convincente. Ao invés disso, Blunt faz-nos acreditar no seu pleno estado de embriaguez, onde a vemos verdadeiramente debater-se contra o vicio durante toda a história. Desde o fraco desenvolvimento de personagens, à presença de elementos standard neste tipo de thriller, ou a detalhes importantes que de repente ficam esquecidos, o filme não se preocupa minimamente com a consistência dos factos, tentando nos enganar várias vezes, quase fazendo de nos estúpidos. Na realidade, rapidamente vamos percebendo onde tudo vai chegar e isso não contribui em nada para o seu final, pouco surpreendente e tudo menos original.

A Rapariga no Comboio é um thriller com grande potencial, totalmente desperdiçado na tentativa de chegar a um patamar superior sem se ter esforçado o suficiente para isso. As semelhanças com outras obras dentro do género são inevitáveis e prejudicam-no imenso, sendo difícil destacar-se por si só.

Resumo da crítica

Summary

Pouco original e mal desenvolvido. Uma história cheia de potencial que deita tudo a perder quando opta por seguir caminhos já explorados anteriormente.

Classificação

  • Argumento
  • Interpretação
  • Produção
  • Realização
2.5 10 mediano

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