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Olhares do Mediterrâneo – Cinema no feminino 2016 | Entrevista

Olhares do Mediterrâneo 2016

O Olhares do Mediterrâneo regressa, de 29 Setembro a 2 Outubro de 2016, ao cinema São Jorge em Lisboa. Antónia Lima e Sara David Lopes dão-nos algumas respostas sobre o que será a 3.ª edição do festival.

 

O que é o Olhares do Mediterrâneo?
O festival Olhares do Mediterrâneo – Cinema no feminino, fundado em 2013,  é um projecto do grupo Olhares do Mediterrâneo e do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA). Este Festival promove a exibição de filmes oriundos da bacia mediterrânica e pretende divulgar o papel da mulher na produção cinematográfica. Nesta edição apresentamos uma programação de 4 dias, composta por 33 filmes de 18 países, debates, workshops, performances e uma exposição.

 

Como surgiu a ideia?
A ideia nasceu da vontade de preencher uma lacuna na exibição de filmes feitos por mulheres e de filmes sobre a diversidade social do Mediterrâneo. A inspiração surgiu a partir de um festival que há em Marselha (França), o Films Femmes Mediterranée. Pensámos fazer uma espécie de extensão em Portugal, mas isso acabou por não acontecer. Rapidamente percebemos que, com os interesses e percursos profissionais dos elementos da equipa dos Olhares do Mediterrâneo, podíamos construir um festival mais à nossa medida.

 

Há quanto tempo trabalham nesta 3.ª edição?
Começámos a pensar nesta 3ª edição desde que terminou a 2ª edição. Move-nos a perspectiva de continuidade de um Festival que neste momento já faz parte do mapa cultural lisboeta.

 

Quais são as expectativas?
As nossas expectativas são as de dar efectivamente a conhecer cinema feito no feminino de países do mediterrâneo. Este ano estamos particularmente entusiasmados com a criação da secção inédita Travessias, dedicada aos refugiados e migrações forçadas. Ela é composta por 8 filmes, 4 debates, acolhimento da ONG SOS Méditerranée France e uma exposição fotográfica “Olhares que nos habitam?” construída através do olhar de um grupo de jovens mulheres refugiadas, oriundas de países em contexto de guerra e residentes em Portugal.

 

Qual o critério para a selecção dos filmes a exibir?
Os filmes devem ser oriundos de países da Bacia do Mediterrâneo, de mulheres realizadoras. Este ano,  pareceu-nos importante alargar a visibilidade deste cinema de mulheres à equipa criativa. Isso levou a que, mesmo que em menor escala, aceitássemos filmes feitos por homens, desde que tivessem sido produzidos por mulheres.

 

 

Além da programação cinematográfica o que podemos esperar encontrar no São Jorge?
A par do cinema, existirá uma programação paralela diversificada, com algumas das actividades a ser de entrada livre. Destacamos o workshop de culinária Nem Acredito que É Saudável, com Sara Oliveira; o atelier de cinema Olhares em Pequenino, com Maria Remédio; a oficina Falsos Amigos, pelo Instituto Cervantes; a cerimónia de chá, promovida pela Embaixada de Marrocos; os concertos com Coro Feminino de Lisboa e Ana Barroso; a conferência As pessoas no Mediterrâneo; e o mercado de livros, artesanato e sabores. Para mais informações sobre cada uma das nossas actividades, vale a pena consultar o nosso site (http://www.olharesdomediterraneo.org/)

 

Quantas pessoas esperam receber este ano?
A expectativa é sempre a de aumentar o número de espectadores. Este ano esse aumento é desde logo assegurado pelo facto de estarmos incluídos no Plano Nacional de Cinema do Ministério da Educação. Neste momento já temos alunos inscritos vindos de 12 escolas de todos os níveis de ensino do Distrito de Lisboa. Para além disto estamos convictos que os 4 dias de programação, mais um que o ano passado, serão um sucesso.

 

Quais os maiores desafios na organização do Olhares do Mediterrâneo?
A preparação destas três edições deu-nos já uma ideia muito concreta do tipo de desafios presentes na criação de um evento desta natureza. A oferta de festivais de cinema em Lisboa é muito grande. No entanto, pensamos que a temática do nosso projecto lhe confere a originalidade que é a sua razão de ser. Pensamos que temos conseguido construir uma programação singular que se diferencia, com uma multiplicidade de actividades paralelas complementares aos filmes que nos permitem, cada vez com mais facilidade, a captação de parceiros, apoios e público para estes olhares femininos sobre a vida no Mediterrâneo. O que queremos mesmo mostrar é este olhar no feminino. Claro que há dificuldades, no entanto, temos conseguido com dedicação e criatividade contornar muitos obstáculos.

 

Já estão a trabalhar em ideias para a 4.ª edição? Podem revelar alguma?
Ainda não. A preparação de cada edição implica uma dedicação tão grande e é tão complexa que não temos realmente tempo para pensar na próxima enquanto esta ainda decorre. A única certeza é que estamos motivados para continuar e já temos a reserva do São Jorge para a mesma data em 2017.

 

Querem deixar alguma palavra aos leitores da Take?
Venham ao Festival. Entre os filmes e as actividades paralelas que organizamos vão ser 4 dias muito enriquecedores e uma nova forma para se conhecer a imensa diversidade socio-cultural do Mediterrâneo.

 

 


informação fornecida por: Festival Olhares do Mediterrâneo

+ info:

http://www.olharesdomediterraneo.org
https://www.facebook.com/ProjectoCRIA

Na foto: Antónia Lima e Sara David Lopes, fundadoras do Olhares do Mediterrâneo

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