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O reconhecimento internacional

Se hoje muita gente associa o nome de Ingmar Bergman a uma espécie de ideia de ‘cinema de arte’ ou, se quisermos utilizar uma expressão menos redutora, a um tipo de cinema menos preocupado com questões de espectáculo e mais com o conteúdo e um certo sentido estético, não deixa de ser curioso que o realizador sueco tenha saltado para as bocas do mundo por motivos bem mais populistas: a estreia, em 1953, de Mónica e o Desejo, fez furor pelas cenas de nudez de Harriet Andersson, a jovem actriz que Bergman despira brevemente diante das câmaras, num gesto então muito pouco habitual no cinema. Seria obviamente estúpido reduzir o filme a esse patamar meramente carnal, mas é inegável que tais planos em muito contribuíram para o seu sucesso, conquistando plateias internacionais. Woody Allen, talvez o mais famosos dos admiradores de Bergman, recorda constantemente o primeiro contacto que teve com a obra do sueco, tendo-se ele próprio deslocado ao cinema para ver o desnudado corpo irresistível de Andersson, admitindo que na altura pouco se lembrou do que aconteceu nos restantes 90 minutos de duração da película. Hoje em dia, percebemos facilmente que Bergman regressava a temas tão próximos ao seu cinema, voltando a explorar a descoberta sexual e a passagem à idade adulta e a perda de uma certa inocência. Se para atingir um público internacional e o sucesso nas bilheteiras teve de despir a sua principal actriz (com quem viria de resto a iniciar uma relação pessoal), isso foi apenas um pequeno detalhe. No mesmo ano, Bergman estreou A Noite dos Saltimbancos e voltou a pegar em temas mais próximos à sua filmografia, juntando o desejo sexual e existencial que consumia as suas personagens às questões artísticas maiores que sempre o preocuparam. A diferença, a partir desta altura, é que o seu público cresceu exponencialmente e se espalhou muito para além das fronteiras do norte da Europa. (…)


in Take 44 – Leia aqui o artigo completo
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