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O Musical clássico americano

Por mais paradoxal que isso hoje nos pareça, o musical começou em Hollywood ainda no período do cinema mudo. Era o tempo da Vitaphone, com bandas sonoras filmadas à parte, e tocadas em sincronia com a imagem, ou música ao vivo, em curtas-metragens e filmes de animação, um pouco como curiosidades excêntricas. Mas foi quando, em 1927, a Warner Bros. fez Al Jolson cantar no filme O Cantor de Jazz, de Alan Crosland, que o musical, como hoje o imaginamos teve início. É um facto que O Cantor de Jazz tem apenas algumas canções num filme essencialmente mudo, mas o mote estava dado. O público queria ver a animação dos palcos nas telas mágicas, e os produtores de Hollywood perceberam-no. De um momento para o outro, todos os estúdios passaram a fazer exclusivamente filmes sonoros.

Atravessava-se então o apogeu do studio system. Hollywood era uma verdadeira fábrica de sonhos, e uma indústria que quase não media meios. Interessava explorar novas ideias, encontrar fórmulas vencedoras, e fazê-las render, para isso criando estrelas a metro, e personagens que se sobrepusessem aos actores que os interpretavam. Nada melhor que levar as famílias a ver no ecrã o espectáculo que até então mais as tirava de casa, as revistas e teatros musicais, onde dominavam os modelos da Broadway, os seus intérpretes e compositores, que em breve seriam tentados a tentar a sua sorte no cinema.

Não admira que, aquele que foi chamado o primeiro filme inteiramente falado, cantado e dançado, se chamasse The Broadway Melody (1929), e viesse da Metro Goldwyn Meyer (MGM), por vocação a mais familiar e tradicionalista das majors de Hollywood, e aquela que melhor partido saberia tirar do grande espectáculo musical. O sucesso foi imediato, com o filme a receber o Oscar de Melhor Filme. A receita estava encontrada: adaptar ao cinema números musicais da Broadway, mesmo que a história que os ligasse fosse secundária.

Nascem assim títulos como Parada do Amor (Paramount, 1929), de Ernst Lubitsch, Comediantes (Warner, 1929), de Alan Crosland e Eldorado (Warner, 1929), de Roy Del Ruth, os quais se baseavam em números da Broadway e usavam já as primeiras versões da cor Technicolor. Entre as primeiras estrelas surgem nomes como Jeanette MacDonald, o citado Al Jolson, e ainda Maurice Chevalier, Alice Faye, Eleanor Powell e também Eddie Cantor, estrela de filmes como O Grito Selvagem (Samuel Goldwyn, 1930) de Thornton Freeland e Escândalos Romanos (Samuel Goldwyn, 1933) de Frank Tuttle. (…)


in Take 45 – Leia aqui o artigo completo
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