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MOTELx 2016 | 6 a 11 Setembro

MOTELx 2016

Talvez inicialmente poucos pensassem que a ideia de um festival, em Lisboa, exclusivamente dedicado ao cinema de terror fosse um projecto com pernas para andar. Hoje, estamos já na décima edição do MOTELX, numa prova de vitalidade e crescimento de um evento que parece tornar-se cada ano mais importante, e inaugura mais uma secção competitiva.

 

Tudo começou por iniciativa do CTLX – Cineclube de Terror de Lisboa, e das suas sessões no já extinto Cinema King, em 2003. De sessões isoladas passou-se a um festival, que hoje tem casa no Cinema São Jorge (com algumas sessões também no Teatro Tivoli BBVA), divulgando o cinema de terror internacional, destacando e promovendo aquele de origem nacional, indo das curtas às longas-metragens, que são exibidas e premiadas perante um júri que se vai também internacionalizando.

De 6 a 11 de Setembro, os entusiastas do género reúnem-se ferverosamente em sessões que se prevêem esgotadas, para uma programação diversificada, marcada por obras que (salvo raras excepções) dificilmente chegarão ao circuito comercial, e que vale a pena aqui serem destacadas.

 


Na sessão de abertura, espaço para o mais mediático dos filmes apresentados,
Nem Respires (Don’t Breathe, 2016), de Fede Alvarez, com produção do especialista Sam Raimi. O filme tem estreia nas salas portuguesas nesta mesma semana.

Divide-se depois o festival em temas, dos quais a novidade é o Prémio «Méliès d’Argent», para a Melhor Longa-metragem Europeia de Terror, num júri constituído pelo famoso realizador italiano Ruggero Deodato, o realizador norte-americano Mick Garris e o músico português Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell. Trata-se de um prémio que vem no sentido de prestigiar o festival a nível internacional, juntando-se ao prémio de curta-metragens portuguesas, a decorrer já desde 2009. São sete os filmes em competição pelo Méliès d’Argent, provenientes de países distintos, desde a Dinamarca (Shelley) e Noruega (Villmark Asylum), Turquia (Baskin) e República Checa (The Noonday Witch), à Europa Ocidental com a animação espanhola Psychonauts, The Forgotten Children, o alemão Like a Cast Shadow e o britânico K-Shop.

A maioria dos títulos integra a selecção «Room Service», onde impera o cinema norte-americano, das antologias Holidays e Southband, ao olhar clássico de Before I Wake e aos comercialmente mais esperados The Purge: Election Year, de James DeMonaco e 31 de Rob Zombie. De fora dos EUA chegam, entre outros, Psycho Raman (Índia), The Wailing (Coreia do Sul) e Creepy, do japonês Kyoshi Kurosawa. Muito esperado é ainda Personal Shopper, o filme, com Kristen Stewart, que deu a Olivier Assayas o prémio de Melhor Realizador em Cannes.

Especial destaque merecerão as homenagens ao convidado especial Ruggero Deodato (com as apresentações de Holocausto Canibal e The House on the Edge of the Park, ambos de 1980), e, numa iniciativa conjunta com o colectivo White Noise, ao realizador Walerian Borowczyk, intitulada «Make Me Scream Again», e que contará com as apresentações de The Beast (1975) e de The Strange Case of Dr. Jekyll and Miss Osbourne (1981), completadas com a masterclass do especialista Daniel Bird. Aproveitando a presença de Mick Garris, haverá ainda uma sessão especial, dedicada ao seu Critters 2 (1988). Há ainda espaço para os documentários De Palma (2015), sobre o mestre norte-americano de suspense, e Tickled (2016), sobre isso mesmo: cócegas.

No cinema português, temos, na selecção «Quarto Perdido», O Segredo das Pedras Vivas (2016), de António de Macedo, que aqui revisita a sua minissérie de 1992, O Altar dos Holocaustos, e a redescoberta de dois filmes da recentemente desaparecida Noémia Delgado, Tiaga e A Princesinha das Rosas, ambos produzidos pela RTP em 1981, para a série Contos Fantásticos.

O Festival premeia também as melhores curtas nacionais, numa competição de dez filmes, avaliados pelo escritor José Luís Peixoto, a actriz Filomena Cautela e a escritora canadiana Sheelag Rowan-Legg. A estas juntam-se ainda 18 curtas internacionais fora de competição. Novidade este ano é ainda a competição de micro-curtas (filmes com a duração máxima de dois minutos, filmados com telemóvel ou tablet) patrocinada pela Yorn.

Mas há mais, desde conversas, workshops, exposições e actividades a pensar nos mais novos. Vale a pena visitar o Cinema São Jorge até Domingo, e apanhar uns sustos. Mas apresse-se quem o quiser fazer, ou o pior susto que terá é o de deparar com sessões já esgotadas.

 


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