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IndieLisboa 2016 . 20 Abril a 1 Maio | 13.ª edição

IndieLisboa 2016

Mais uma vez o cinema independente tem poleiro na capital de 20 Abril a 1 Maio. O IndieLisboa chega repleto de novidades e uma extensa e completa programação distribuída pela Culturgest, Cinema São Jorge,  Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e Cinema Ideal.

 

Apresentação

 

Depois de uma reformulação alargada, reflectida de forma mais visível numa simplificação do desenho das secções do festival, o IndieLisboa repete e afina em 2016 o modelo de programação iniciado no ano passado com óptimos resultados. O programa que resultou do longo processo de selecção iniciado logo após a conclusão da anterior edição e intensificado nos últimos meses traduz o espírito que anima o festival desde o seu início: trazer a Lisboa a mais inventiva e interpelante produção mundial em curta e longa metragem, sem barreiras de género, mostrando a mesma atenção aos nomes mais consagrados que à revelação de novos autores capazes de renovar as práticas cinematográficas.

A 13a edição do IndieLisboa também se faz do habitual equilíbrio entre o regresso de numerosos cineastas que o festival tem acompanhado e a introdução de um vasto conjunto de estreantes – sobretudo na Competição Internacional – que, apostamos, retornarão a Lisboa nos próximos anos. Entre os primeiros estão alguns homenageados pelo IndieLisboa em anos anteriores – Whit Stillman, Mia Hansen-Løve, Claire Simon, Jan Soldat.

Não por acaso, Whit Stillman e Mia Hansen Love abrem e fecham, respectivamente, o IndieLisboa deste ano com a apresentação das suas mais recentes obras numa espécie de posfácio às retrospectivas que lhes dedicámos em 2015 e uma passagem de testemunho aos Heróis Independentes de 2016: Paul Verhoeven e Vincent Macaigne.

 

Entre os muitos destaques de programação de 2016, a retrospectiva integral da obra cinematográfica de Paul Verhoeven – a primeira alguma vez realizada em Portugal e só tornada possível graças à colaboração com a Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema – será porventura o evento mais mediático dada a notoriedade do autor holandês cuja carreira americana nos anos 1980 e 1990 projectou mundialmente. O culto à volta de filmes como Turks fruit, RoboCop e Showgirls continua vivo e não tem parado de crescer entre cada nova geração cinéfila. Uma obra que conhecerá um novo capítulo logo a seguir ao IndieLisboa com a apresentação do seu mais recente filme – Elle, o muito aguardado encontro com Isabelle Huppert – no festival de Cannes.

Quem também é esperado este ano em Cannes é o outro homenageado no âmbito da secção Herói Independente já que é provável que um ou dois filmes que protagoniza aí venham a ter estreia. Antes de Cannes, Vincent Macaigne vem a Lisboa mostrar porque já foi considerado o melhor sucessor de Gérard Dépardieu nos palcos e ecrãs franceses (além de actor e realizador de cinema, Macaigne é simultaneamente omnipresente no teatro enquanto actor e encenador). O “furacão” Macaigne (quase trinta filmes como actor, dois filmes realizados e inúmeras presenças em teatro, isto tudo na última meia dúzia de anos) é o preferido de toda uma nova geração de realizadores franceses que encontrou nele o rosto e o corpo de um romantismo desajeitado, contraditório e comovente (mais do que Dépardieu, Jean-Pierre Léaud será um seu possível antecessor). O que vamos poder ver nesta retrospectiva, que selecciona alguns dos mais reveladores papéis dessa masculinidade reinventada e os dois filmes que realizou até à data, é o nascimento e crescimento de uma personalidade cinematográfica febril e contagiante.

Neste contraponto entre a energia inesgotável do consagrado Verhoeven e a certeza de, com Macaigne, estarmos perante o mais brilhante e prolífico actor francês da sua geração, os Heróis Independentes do IndieLisboa em 2016 são o melhor espelho desta edição. Mas o vasto programa do IndieLisboa deste ano reservou ainda espaço para mais duas retrospectivas. O foco especial da secção Silvestre é dedicado ao cinema de Jean-Gabriel Périot. Política e intimidade articulam-se de forma singular no trabalho deste cineasta francês através de um rigoroso trabalho de arqueologia visual com uma forte dimensão experimental. Vamos poder ver as quase trinta dezenas de curtas metragens que assinou até à data e rever a sua monumental primeira longa metragem, Une jeunesse allemande. O segundo programa especial é uma revisitação do fundamental papel formador desempenhado pela principal instituição de ensino do cinema em França. A escola La Fémis (antigo IDHEC) tem sido responsável desde os anos 1950 pela formação de sucessivas gerações de profissionais franceses (mas também de muitos alu- nos estrangeiros) nas mais diversas áreas do cinema. Numa visão que atravessa seis décadas de existência da escola e que permitirá descobrir os primeiros passos no cinema de nomes como Louis Malle, Johan van der Keuken, Claire Denis ou François Ozon, o programa vai mostrar uma selecção de 19 filmes de curso feitos na escola e raramente vistos.

O ano de 2016 começou da melhor forma para o cinema português com uma presença fortíssima no festival de Berlim, que culminou com o Urso de Ouro atribuído a Balada de um Batráquio de Leonor Teles. O IndieLisboa quer prolongar a boa estrela do nosso cinema e tem na programação nacional novamente uma das principais apostas. Um total de 40 novos filmes portugueses, na sua maioria em estreia mundial, integram este ano o festival. De forma mais concentrada na Competição Nacional, nos Novíssimos e nas Sessões Especiais ou dispersas por outras secções, a produção nacional que aqui se mostra dialoga directamente com o cinema contemporâneo internacional e acrescenta-lhe um conjunto de filmes que, acreditamos, irão marcar de forma profunda este IndieLisboa e o resto do ano cinematográfico.

Desejamos um excelente festival a todos.

Miguel Valverde
Nuno Sena
(directores do IndieLisboa)

Aceda aqui ao programa do IndieLisboa  2016

 

O IndieLisboa 2016 by Allianz é organizado pela IndieLisboa – Associação Cultural, com o apoio financeiro do Ministério da Cultura/ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual, da CML – Câmara Municipal de Lisboa, do Programa Creative Europe da União Europeia e da Allianz; em co-produção com a Culturgest e o Cinema São Jorge e em parceria estratégica com a EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, EEM.

Informação fornecida por: IndieLisboa

 


+ info:

indielisboa.com
facebook.com/indielisboa
twitter.com/IndieLisboa16

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