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[Especial X-Men 2016] X-Men: Apocalipse (2016)

de Bryan Singer

X-Men: Apocalipse

Quase uma década depois da queda dos sentinelas, os mutantes vivem em conjunto com os humanos numa aparente harmonia. No entanto, quando o primeiro mutante de sempre acorda, após milhares de anos dormente, encara o mundo em que se encontra como uma desilusão. Determinado a comandar o planeta e tornar-se no ser mais poderoso, junta quatro mutantes para o ajudarem na sua missão. No outro lado do mundo, Charles Xavier reúne os seus alunos para defenderem a humanidade.

 

Depois do aclamado e muito bem sucedido Dias de um Futuro Esquecido, Bryan Singer decide permanecer na saga que levou ao ecrã, desta vez centrando-se numa outra saga bastante popular nos comics: Apocalipse. Deixa de lado o elenco da trilogia inicial, ficando agora com os protagonistas da prequela realizada por Matthew Vaughn, terminando assim uma segunda trilogia da saga. Singer recorre então aos talentos de James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult e coloca a história no início dos anos 80, num futuro alternativo ao que encontrámos na trilogia inicial, devido aos acontecimentos finais de Dias de um Futuro Esquecido. Toma assim várias liberdades na história, podendo fazer alterações a erros cometidos anteriormente na saga (X-Men Origens: Wolverine e O Confronto Final), abrindo ainda caminho para outras narrativas que poderão ter grande potencial. No entanto, quanto a este Apocalipse, claramente o filme mais ambicioso na saga… acaba por ser o mais fraco desta nova trilogia.

O novo capítulo está longe de ser um mau filme (não é tão mau como muitos o dizem) e Singer consegue ainda encontrar bons momentos entre as personagens. No entanto, chega a uma altura que parece que Singer não sabe como avançar mais com o argumento centrado à volta do enorme poder de Apocalipse e decide então partir para um enorme espectáculo de acção. E aí reside um dos seus grandes problemas: o terceiro acto do filme deixa de lado as personagens que Singer (e Vaughn, já agora) tão bem souberam colocar nestes momentos em filmes anteriores, e concentra-se apenas no espectáculo e nos efeitos especiais, ofuscando o seu elenco e a sua história. Fica assim um festim de CGI exagerado que desperdiça o enorme potencial que tinha, perdendo a subtileza e o controlo que Singer parecia ter em capítulos anteriores.

Quanto ao elenco, acabamos por estar relativamente bem servidos, apesar de, eventualmente, ficarem em segundo plano: McAvoy continua a ser um excelente Xavier, Hoult continua muito bem como Beast e Lawrence, apesar de ganhar tempo de antena demais (é a maior estrela do elenco, numa personagem inicialmente secundária) continua bem como Mystique. Oscar Isaac é Apocalypse e faz bem com o material que tem (apesar de ser um vilão algo cliché, com um potencial desperdiçado) mas, no meio de tanto nome conhecido, quem perde mais é Michael Fassbender. O actor consegue ter, inicialmente, os seus momentos de destaque para, eventualmente, ficar relegado a pano de fundo, tornando-se num excelente actor também desperdiçado.

X-Men: Apocalipse serve de capítulo final para a segunda trilogia da saga X-Men, servindo de bom ponto de ligação ao filme anterior. No entanto, apesar de ser um blockbuster competente e de bom entretenimento, deixa a subtileza de lado e torna-se num espectáculo de acção e CGI exagerados, acabando por tornar-se no capítulo mais fraco destes três filmes. Talvez seja a altura de Singer passar o legado a alguém, de forma a dar nova vida à saga…

Resumo da crítica

Summary

Apesar de competente e divertido, aposta demais na acção e nos efeitos especiais, desperdiçando o enorme potencial e o elenco que tem.

Classificação

  • Argumento
  • Interpretação
  • Produção
  • Realização
3 10 bom

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