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[Especial Underworld] Underworld: Evolução (2006)

de Len Wiseman

Com os bons resultados de bilheteira obtidos por Underworld (2003), era claro que a saga das guerras entre vampiros e lobisomens (ou lycans) com movimentos coreografados em estilo Matrix iria continuar, o que aconteceu com Underworld: Evolução (2006) também realizado por Wiseman.

 

Sequela directa do seu antecessor, pegando na história exactamente onde este a tinha deixado, Underworld: Evolução traz-nos de novo a caçadora de lobisomens, Selene (Kate Beckinsale), dirigida por Len Wiseman. Esta está agora em fuga, depois de ter morto o seu líder e mentor, para proteger o humano que se tornava então um híbrido (Scott Speedman), carregando nos seus genes informação das duas espécies de seres sobrenaturais.

Tal como o seu predecessor, Underworld: Evolução sofre da indecisão visual entre ser uma cópia de Matrix, ou um filme de inspiração gótica. Continuam os saltos acrobáticos, os voos irreais, as poses icónicas de Kate Beckinsale e, principalmente, o enorme gasto de munições que faz com que as cenas de luta pareçam de um filme de máfia de Hong Kong de John Woo, e não um filme de vampiros. No entanto, o argumento cedo retira os personagens da cidade e os leva para fortalezas em ruínas, como qualquer filme gótico pediria. Tal como no filme de 2003, a história é um dos pontos altos do filme, explorando as origens de vampiros e lobisomens de uma forma original, e trazendo-nos os conceitos de salvação e maldição como duas faces de uma mesma moeda. Junte-se a isto as mortes paternas e rencontros de irmãos, e não nos falta matéria para lermos paralelos bíblicos e temas freudianos. O tom é de tragédia para os personagens principais, isto é, o clã Corvinus, agora com o ancestral vampiro Marcus (Tony Curran) e o seu irmão William (um lobisomem), no centro de um jogo que eles não controlam, manipulados por um novo personagem, interpretado pelo shakespeariano Derek Jacobi.

Desta vez temos mais lobisomens (em CGI, claro), muitas metamorfoses, um super-vampiro alado, e cenas de luta que por vezes nos lembram que estamos perante raças mitológicas e não assassinos contratados pela máfia local. Mas o ponto mais alto do filme será o prólogo inicial, dominado por Bill Nighy, e recriando toda a atmosfera mitológica, e deixando antever o terceiro filme da série. De resto, ficam os close-ups do corpo de Kate Beckinsale, e todo um visual inspirado na estética das novelas gráficas, que não chega para evitar que este segundo tomo fique abaixo do primeiro.

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