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[Especial Underworld] Underworld: O Despertar (2012)

de Måns Mårlind e Björn Stein

Embora pensada inicialmente como uma trilogia, a série Underworld voltava num quarto capítulo. Underworld: O Despertar (2012), de Måns Mårlind e Björn Stein foi o filme que continuou no ponto onde o segundo volume da saga criada por Len Wiseman ficara.

 

Foi, talvez, com alguma surpresa que foi anunciado o quarto capítulo da saga dos mais bélicos (e elegantemente vestidos) vampiros da história. Era o regresso de Selene (Kate Beckinsale), ausente no filme precedente, a prequela Underworld: A Revolta, cuja acção decorria muitos séculos antes.

Nota-se desde o início que os escritores não tinham ideias para continuar a série, pois enredo dos seres sobre-humanos do sexo feminino fechados num laboratório para estudos, de onde escapam para serem perseguidos, deixando um rasto de sangue no seu caminho, foi já gasta em séries como Species e Resident Evil. Em Underworld: O Despertar a luta é (aparentemente) entre imortais e os humanos que os querem exterminar, o que nos coloca quase em território X-Men). Ao contrário do que acontecera nos três primeiros episódios, a história aqui quase não existe, sendo substituída pelo gore exagerado de cada morte, em requintes de crueldade que transformam a heroína, Selene, num animal descontrolado, sempre ávida de quebrar ossos, arrancar órgãos, e desventrar tudo o que mexa. Os humanos são apenas carne para ser moída, e são-no a cada minuto do filme, apenas descansando quando vemos os saltos improváveis, voos impossíveis, voltas e reviravoltas de Kate Beckinsale, que ainda consegue carregar as armas entre duas piruetas, mais rapidamente que a velocidade a que dispara.

Com uma linha narrativa de busca de um amante perdido, e encontro de uma filha inesperada, o filme fica sem mais nada para dizer ou mostrar, senão sangue. Os novos personagens de Stephen Rea e Charles Dance são sub-aproveitados, e não se percebe o porquê da presença de um detective (Michael Ealy) no meio da história, que conta ainda com Theo James na promessa de um regresso. A dupla de suecos Måns Mårlind e Björn Stein não soube aproveitar o que a série mostrou de melhor nos filmes precedentes: a original mitologia, a intrincada rede de relações inter-pessoais, e o recurso ao gótico. O resultado é muito pobre e desinteressante.

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