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[Especial Star Trek] Star Trek: Nemesis (2002)

de Stuart Baird

mediano

Com o aproximar da chegada de Star Trek: Além do Universo, o terceiro capítulo após o renascimento da saga espacial pelas mãos de J.J. Abrams, fazemos uma retrospectiva pelas doze longas-metragens produzidas entre 1979 e 2013.

Star Trek Nemesis foi o canto do cisne para a tripulação liderada por Jean-Luc Picard no grande ecrã e é muito pouco apreciado junto dos fãs mais intensos da saga. Isto porque houve, em Nemesis, uma tentativa de afastamento da fórmula tradicional e uma aproximação ao cinema de acção, trazendo a bordo nomes que nunca tinham colaborado com o universo, nomeadamente o argumentista John Logan e o realizador Stuart Baird, afastando Jonathan Frakes do leme. Logan, que tinha o oscarizado Gladiador no currículo, viria a colaborar com Martin Scorcese e com a franchise do agente com licença para matar, James Bond. Curiosamente Stuart Baird, editor muito solicitado, viu a sua carreira estagnar após este filme, contando apenas com mais dois títulos no currículo, Decisão Crítica, com Kurt Russel, e U.S. Marshalls – A Perseguição, com Tommy Lee Jones.

X - 3

 

É necessário ser claro em relação a uma coisa: Star Trek: Nemesis não é um grande filme. O argumento é confuso e algo inconsequente, com opções óbvias e simbologia forçada. Mesmo Tom Hardy, num dos seus primeiros papéis, não é extraordinário constrangido na pele de um vilão indistinto, clone de Jean-Luc Picard sem que com ele partilhe qualquer tipo de semelhança. Ron Perlman, presença sempre fiável, é desperdiçado debaixo de toneladas de prostéticos, e os momentos de suposta carga emocional não funcionam, com um sacrifício a espelhar o sacrifício de Spock em Star Trek II: A Ira de Khan, mas sem o mesmo impacto.

Posto isto, a sua virtude é precisamente o sentido de diversão, ausente em muitos outros títulos. As cenas de acção, em maior quantidade e qualidade do que nos episódios anteriores, faz com que Nemesis mereça a pena ser visto. Acrescentando o facto de que, visualmente, é mais interessante do que o anterior, com melhores efeitos especiais. Inconsequente, é certo, mas uma lufada de ar fresco numa série que normalmente se leva muito a sério, apesar dos momentos ocasionais de humor.

Não será propriamente a despedida com pompa e circunstância que Picard e companhia merecia, mas também não é o desastre que muitos o fazem.

Resumo da crítica

Summary

Não será propriamente a despedida com pompa e circunstância que Picard e companhia merecia, mas também não é o desastre que muitos o fazem.

Classificação

  • Argumento
  • Interpretação
  • Produção
  • Realização
2.5 10 mediano

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