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Especial dia de São Valentim

Quando o São Valentim morreu, mártir, no ano de 273, por, alegadamente, oficiar casamentos de soldados romanos contra a lei, estava longe de imaginar que muitos séculos depois da sua morte passaria a ser celebrado como padroeiro dos amantes, num dia dedicado àqueles que se enamoram, que namoram e que vivem o romance do amor.

 

Quer o achemos um dia de exploração comercial, ou uma chamada de atenção para sentimentos que devem ser celebrados no ano inteiro, na Take interessa-nos sobretudo lembrar que tudo é um bom pretexto para ver cinema.

Assim sendo, a redacção da Take preparou uma lista a partir dos filmes a que cada colaborador gostaria de levar hoje a sua cara-metade ao cinema.

Aurora / Sunrise: A Song of Two Humans (1927) de F.W. Murnau

Um homem dividido entre a tentação carnal por uma mulher sofisticada da grande cidade e o amor pela sua esposa e mãe do seu filho, com quem vive no campo. É um filme sobre a clássica dicotomia campo/cidade, tradição/progresso? Podemos dizer que sim, mas é sobretudo uma grande história de (re)descoberta do amor que, a caminho do centenário, não perdeu nenhum do seu impacto emocional ou cinematográfico.

João Paulo Costa

 


Passeio ao Campo / Partie de Campagne (1936) de Jean Renoir

Partie de Campagne é um dos mais belos filmes incompletos da história do cinema, mas nele encontramos uma perfeição pouco vista em muitos filmes de longa duração. Uma pequena pérola de Jean Renoir a partir de um conto de Guy de Maupassant, filme pouco visto, mas bastante recomendável para celebrar o amor.

Pedro Miguel Fernandes

 


Um Amor Inevitável / When Harry Met Sally (1989) de Rob Reiner

Focado nas emoções, mas fugindo a lamechices e ao argumento cliché forçado, When Harry Met Sally aposta nas relações entre personagens de forma inteligente e bem disposta onde os protagonistas Billy Crystal e Meg Ryan têm uma química que é qualquer coisa! Honesto e intemporal, continua a servir como referência para muitas das romcoms que vemos hoje em dia. Sem dúvida, uma das melhores comédias românticas de todos os tempos.

Cátia Alexandre

 


Antes do Amanhecer / Before Sunrise (1995) de Richard Linklater

Que há de mais romântico que um novo começar? Numa viagem de comboio, dois desconhecidos descobrem-se pelo prazer de conversar e partilhar ideias que mal sabiam que tinham. Têm apenas um dia, mas a aventura da descoberta, a inspiração de uma cidade, e o entusiasmo da partilha vai fazer com que não o queiram esquecer. Uma história de primeiros encontros, e do descobrir que às vezes comunicar e tocar o espírito de outrem é possível e inebriante, se se baixam as barreiras, nem que seja por se ter um apenas um dia pela frente.

José Carlos Maltez

 


Mulheres Giras / Beautiful Girls (1996) de Ted Demme

Porque o romance não se resume a um dia para vender postais ilustrados. Porque a vida se mete no caminho da ilusão. Porque a mulher pode ser deslumbrante de mil e uma formas e feitios. Porque o nosso destino é feito de opções. Porque mesmo em adultos nos podemos sentir como crianças. Porque a amizade não é algo racional. E porque o amor é complicado mas merece a pena que se lute por ele.

António Araújo

 


Ondas de Paixão / Breaking the Waves (1996) Lars von Trier

Na Escócia remota, a «naive» Bess casa com o pragmático Jan, que trabalha numa plataforma de petróleo. Quando Jan vai trabalhar, Bess pede a Deus para o trazer de volta para sempre… o que acontece pouco depois, quando Jan tem um acidente que o deixa paralisado do pescoço para baixo. Já que não pode ter relações com ela, Jan encoraja Bess a ter sexo com outros homens e a contar-lhe pormenores. Mas quando Bess repara que as suas acções parecem estar a influenciar as melhoras de Jan, ela toma uma decisão dramática.

Uma história de amor, confiança e fé.

Sara Galvão

 


My Sassy Girl / Yeopgijeogin geunyeo (2001) de Jae-young Kwak

Levaria a minha cara-metade a ver My Sassy Girl, uma comédia romântica sul-coreana estreada em 2001, que teve um enorme êxito naquele país, e honras de remake americano em 2008. A história é a de um clássico «boy meets girl» que descamba num já não tão clássico “e depois ela faz tudo o que quer dele”, deixando-lhe a vida de pantanas à medida que lhe vai testando a paciência numa sucessão tão calamitosa quanto hilariante de acções fora do comum. Apesar de este ser apenas um exemplo, a Comédia Romântica à moda da Coreia do Sul continua a ser um mundo inteiro de cinema por descobrir. É magnífico, mas não se aconselha a caras-metades que se enojem facilmente com escatologia da mais pura!

Filipe Lopes

 


Sidewalks of New York (2001) de Edward Burns

Um passeio por vários tipos de relações, num registo seguro e bem construído recheado de boas interpretações. Um digno registo das definições e caminhos do amor.

José Soares

 


O Fim da Aventura / The End of the Affair (1999) de Neil Jordan

A mais bela história de amor a ser transportada ao cinema. Baseado na obra de Graham Greene, esta é uma história sobre aquilo de se é capaz de fazer por amor. Uma relação que se julgava terminada, ciúme doentio e revelações surpreendentes. Tem Ralph Fiennes (Maurice Bendrix) e Julliane Moore (Sarah Miles) com representações notáveis.

João Bizarro

 


Os Amantes Regulares / Les amants réguliers (2005) de Philippe Garrel

François (Louis Garrel) está no centro desta luta do Maio de 68. Lilie (Clotilde Hesme) é a outra metade. A sua outra metade. Tudo entre eles é simultaneamente terno e triste. Lento como se não se quisesse perder nada e, por isso, tem de ser tudo em câmara muito lenta. Como se não se pudesse mesmo perder nada. Nenhum olhar. Nenhum gesto. A imobilidade daqueles corpos é o contraste da falta de inércia que se vive nas ruas. Eles estão numa pequena subdivisão do mundo onde apenas de há o toque, a cumplicidade e o amor. E o amor é tudo o que os rodeia.

Les amants réguliers é, sobretudo, um filme de momentos de pausa. De momentos imaculados de pausa em tempo de revolução. De silêncios que se perpetuam por uma eternidade e que culminam no presente. Philippe Garrel filma com uma calma de morte. Como se fosse um «requiem», um requiem para um amor eterno.

Diana Martins

 

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