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Ciclo Natal 2016 . Kiss Kiss Bang Bang

de Shane Black

Com o Natal à porta, a Take decide recordar uma pequena selecção de filmes cuja acção decorre durante a época festiva. No entanto, nem todos os filmes natalícios têm a paz e o amor como pano de fundo.

Mais que um filme de Natal, Kiss Kiss Bang Bang (2005) aproveita a quadra natalícia para desenhar algum do fundo em que a história decorre. E «aproveitar» é a palavra certa, no filme de estreia na realização de Shane Black, um realizador que começou como argumentista, e se notabilizou logo desde Arma Mortífera (1987), e que voltou este ano no popular Bons Rapazes (2016), com Russell Crowe e Ryan Gosling.

Como que uma homenagem aos clássicos (e que melhor que Natal para olhar para trás em jeito de homenagem?), Kiss Kiss Bang Bang é uma comédia criminal que bebe inspiração no noir, no mundo do cinema, entre produtores corruptos, detectives privados de agenda escondida, uma pin-up pretendente a actriz e um ladrão amoral e com antecedentes de ilusionista, que finge ser actor.

A história centra-se (e – na boa tradição do noir – é narrada em off por) Harry Lockhart (Robert Downey Jr.), um pequeno criminoso que vai tentando uma carreira de actor em Hollywood, para, sem saber bem como, deparar com a morte da filha do seu produtor Harlan Dexter (Corbin Bernsen). Ao seu lado, como testemunha inusitada, tem o detective Gay Perry (Val Kilmer) e a moça de recursos questionáveis Harmony (Michelle Monaghan), que é, afinal, uma paixoneta de infância de Harry.

Como convém nestes filmes, os acontecimentos sucedem-se mais rapidamente que os protagonistas os conseguem processar, gerando uma rede de confusões e uma necessidade de agir contra os acontecimentos que é a mola do humor da história. No final fica um enleio difícil de explicar, mas que resulta, graças ao carisma dos actores (Downey Jr. e Kilmer são simplesmente brilhantes, muitas vezes actuando contra os estereótipos que lhes associamos), num filme onde o Natal nos vai sorrindo quando menos esperamos, mesmo se nos intervalos tenhamos corpos mortos, perseguições trapalhonas e soluções absurdas.

Pelo humor, pelo mistério, e pela candura natalícia que, pese o tema, vai surgindo como um sorriso disfarçado, Kiss Kiss Bang Bang é um filme que vale a pena, e uma solução diferente para uma noite de Natal divertida.

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