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A Lição

de Kristina Grozeva e Petar Valchanov

bom

O terceiro dos finalistas da edição 2015 do Prémio LUX – Prémio Europeu de Cinema LUX a chegar às salas portuguesas, depois de Mustang e Mediterranea, é uma história seca ancorada numa personagem presa numa complexa rede de dilemas morais. Faz lembrar o cinema dos irmãos Dardenne, mas está uns furos abaixo dos filmes da dupla belga.

 

A Lição é a história de Nadezhda, professora numa pequena cidade da Bulgária que começa o filme a dar uma lição de moral aos seus alunos, a partir de um roubo ocorrido na sua sala de aula, mas que devido a inúmeras reviravoltas do destino acaba por tomar uma decisão que vai contra os princípios que até então defendia. Segundo filme assinado por Kristina Grozeva e Petar Valchanov, A Lição é um drama social, semelhante aos que os irmãos Dardenne nos têm habituado, e que pode ser visto como um filme espelho do seu tempo. Afinal, Nadezhda é nada mais do que uma das vítimas da crise, que por ter falhado o pagamento de uma prestação ao banco corre o risco de ficar sem casa.

Durante as quase duas horas de A Lição seguimos os passos de Nadezhda para conseguir liquidar a dívida ao banco, pedindo a quem pode para o fazer. Acaba por cair nas mãos de um agiota, que lhe dá um prazo curtíssimo para pagar a nova dívida, com a ameaça de aumentar consideravelmente os juros, a não ser que lhe faça vários favores. É o pagamento desta segunda dívida que a coloca perante inúmeros dilemas morais.

E se mais atrás citamos os belgas Dardenne não foi por acaso, é porque A Lição parece um filme saído daquela escola. A única diferença talvez seja o facto de a personagem pertencer a uma profissão que não identificaríamos à partida como pertencente a uma classe mais desfavorecida. Mas o estilo está bem presente e a busca desesperada de Nadezhda para chegar ao fim da sua ‘missão’ com sucesso faz lembrar a espaços a busca da heroína do anterior título da dupla belga, Dois Dias, Uma Noite.

Mesmo assim, as boas intenções de Grozeva e Valchanov não são suficientes, pois A Lição perde-se pelo caminho, no emaranhado de dilemas que se apresentam perante a protagonista. Apesar da sólida prestação de Margita Gosheva, falta algo para tornar A Lição um filme pouco mais do que simpático.

Resumo da crítica

Summary

O terceiro dos finalistas da edição 2015 do Prémio LUX – Prémio Europeu de Cinema LUX a chegar às salas portuguesas faz lembrar o cinema dos irmãos Dardenne, mas está uns furos abaixo dos filmes da dupla belga.

Classificação

  • Argumento
  • Interpretação
  • Produção
  • Realização
3 10 bom

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