Share, , Google Plus, Pinterest,

Print

Posted in:

[17ª Festa do Cinema Francês] Marie et les Naufragés

de Sébastien Betbeder

muito bom

Escrito e realizado por Sébastien Betbeder, Marie et les Naufragés (2016) é uma comédia inteligente que brinca com o género, por entre bizarrias de argumento e personagens excêntricos e coloridos, numa história de tom noir detectivesco, contada a várias vozes.

 

Comédia de contornos dramáticos, com um pé no noir detectivesco, Marie et les Naufragés é uma aventura de Sébastien Betbeder que decididamente se diverte a contar-nos a sua história, enquanto brinca com personagens, convenções e expectativas.

Narrada em diversos momentos na primeira pessoa, por personagens diferentes que não se coíbem de quebrar a quarta parede, Marie et les Naufragés começa com Siméon (Pierre Rochefort), um divorciado a viver com o melhor amigo, o sonâmbulo Oscar (Damien Chapelle). Um dia, Siméon encontra uma carteira perdida, dentro da qual está a foto da proprietária Marie (Vimala Pons). Mais do que entregar a carteira, Siméon quer conhecer Marie, mas ao primeiro contacto depara com o seu ex-companheiro, Antoine (Éric Cantona), um romancista que adverte «Marie é perigosa», e persegue o par sob o pretexto de escrever sobre eles. Está instalado o mistério, as buscas labirínticas e perseguições cómicas.

Com uma narrativa confessional algures entre a inocência de O Fabuloso Destino de Amélie (2001), e os personagens desajeitados de Wes Anderson, o filme é quase um conto de fadas moderno, de crenças e descrenças, buscas e perdas, onde tragédia e comédia são dois lados da condição humana que caminham de mãos dadas. Com um argumento inteligente e personagens coloridas (qualquer um dos quatro protagonistas tem formas diferentes de brilhar, e quem diria que Cantona poderia ser tão convincente?), Marie et les Naufragés é uma deliciosa comédia de tom bizarro e inocente, numa metáfora para a solidão humana num mundo acelerado que mal nos deixa tempo para pensar.

Resumo da crítica

Summary

Comédia inteligente, algures entre o romantismo e o desajeitado mundo reminiscente de Wes Anderson, numa história detectivesca em tom confessional de personagens coloridos e twists bizarros.

Classificação

  • Argumento
  • Interpretação
  • Produção
  • Realização
3.5 10 muito bom

Comentários

Share, , Google Plus, Pinterest,

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *